Quando Diogo Peixoto abriu o seu primeiro negócio na área da restauração, não foi por acaso — embora, na verdade, também não estivesse nos seus planos iniciais. Licenciado em Direito pela Universidade do Minho e pós-graduado em Gestão no Futebol Profissional, pela Católica do Porto, sempre sentiu uma atração silenciosa pela energia dos restaurantes, pelos ritmos do serviço e pela cultura gastronómica. Em maio de 2021 decidiu arriscar e nasceu o Bills Sports Bar, um conceito jovem, divertido e cheio de televisões a transmitirem vários jogos ao mesmo tempo. O espaço tornou-se rapidamente o único do seu género em Braga, com cachecóis, camisolas e memorabilia desportiva a decorar as paredes.
O sucesso inicial, no entanto, não anulava a vontade de evoluir. Três anos depois, em abril de 2024, Diogo percebeu que estava na altura de reinventar o projeto. A cidade precisava de algo diferente: um restaurante moderno, visualmente marcante e capaz de agradar a vários tipos de público. Assim, em junho desse mesmo ano, o conceito foi totalmente transformado e o espaço entrou em obras até outubro. Nascia o Bills Restrobar, a versão adulta, ousada e gastronómica do antigo conceito, — mas com a mesma ambição de fazer a diferença.
“Viemos com o intuito de revolucionar a área da restauração em Braga”, admite o fundador de 30 anos. A mudança fez-se notar logo na decoração. O ambiente tornou-se instagrámavel, minimalista e trendy, com luz quente, detalhes modernos e um espaço pensado para ser vivido, fotografado e partilhado. A localização continua a ser uma vantagem: numa artéria movimentada e com uma esplanada para cerca de 50 pessoas, além de quase 70 no interior.
Mas o que realmente distingue o Bills Restrobar é a nova abordagem à carta. Diogo quis criar um restaurante que agradasse a várias “carteiras”, mantendo pratos de conforto — como a muito procurada francesinha — e, ao mesmo tempo, introduzindo uma oferta de carnes premium digna de uma steakhouse. O resultado é uma carta versátil, generosa e com um toque criativo.
Hoje, o Bills tornou-se conhecido pelas carnes maturadas e pelos cortes nobres que apresenta diariamente num carrinho personalizado, levado mesa a mesa. A explicação é feita ao vivo: diferentes raças, diferentes maturações, diferentes cortes. Entre eles, T-bone, tomahawk, entrecôte, vazia maturada ou picanha, a partir dos 25€ (cortes premium sob consulta diária). Os clientes podem ainda acompanhar a carne com lados como batata rústica, legumes grelhados ou risotto de parmesão.
Nos pratos mais pedidos destacam-se o risotto trufado de cogumelos, a pasta com gema trufada e o polvo panado com arroz de feijão e grelos. Sem esquecer a francesinha do Bills (entre 11,50€ e 14,50€, consoante a versão), a estrela da casa. “É um dos nossos pratos destino, um dos que atrai mais pessoas”, revela Diogo.
Para beber, a aposta é igualmente cuidada. As sangrias artesanais tornaram-se ícones da casa — sobretudo as versões de maracujá, melancia e a mistura de maçã verde com pepino e gengibre. Há ainda cocktails clássicos, opções sem álcool e várias referências de vinho.
A adesão ao novo conceito não foi imediata. “Os primeiros três meses não foram fáceis”, confessa Diogo. A mudança radical de sports bar para restrobar exigiu tempo, resiliência e vontade de conquistar um novo público. A perseverança compensou: com avaliações de nove de dez em plataformas como Google, The Fork ou Dish, o Bills tornou-se um ponto de referência em Braga. Hoje recebe famílias, grupos de amigos e até turistas — apesar de não estar no centro histórico, onde se concentra grande parte dos visitantes.
Com a época festiva à porta, o restaurante preparou ainda menus de Natal especiais, criados para jantares de grupo (mínimo de oito pessoas e reserva obrigatória). Há três menus distintos, pensados para diferentes gostos e orçamentos.
O primeiro, por 35€, inclui entradas como presunto e queijo, pão de alho ou cogumelos salteados, seguindo-se um prato principal à escolha: bacalhau lascado com broa e batata, ou arroz de pato. As sobremesas — rabanada com gelado ou leite-creme — fecham a refeição. As bebidas (água, refrigerantes, vinho da casa, cerveja e café) estão incluídas.
O segundo menu, por 43€, começa com camarão torpedo, ovos rotos ou tríade de cogumelos à bulhão pato. Nos principais, destaque para o polvo panado com arroz de feijão e grelos ou o cachaço de porco com puré de batata e castanhas. Inclui mix de sobremesas e bebidas ilimitadas.
O terceiro, por 55€, traz opções mais tradicionais: pataniscas, pimentos padrón, amêijoa à Bulhão Pato e presunto como entradas; cabrito com arroz de forno ou arroz de marisco como prato principal; mix de sobremesas e bebidas incluídas.
Para quem prefere experiências temáticas, o Bills tem também ocasionalmente jantares especiais — como o “Jantar Italiano”, que apresentou uma ementa completa inspirada em Itália, com risotto trufado, pasta com gamberi e tiramisù.
Um ano após a remodelação, o Bills Restrobar é hoje uma prova de que arriscar vale a pena. Tem identidade, conceito e história. “É preciso coragem e nunca desistirmos dos nossos sonhos”, reforça Diogo. A julgar pela adesão dos bracarenses, pela evolução constante e pelas ambições de futuro, parece que o caminho está apenas a começar.
Carregue na galeria para ver algumas imagens do espaço e dos pratos que pode pedir por lá.

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