Braga é a cidade portuguesa com mais igrejas — 82 no total, além de 76 capelas, dois santuários, uma basílica e uma catedral — e, até há poucos anos, era também reconhecida por ter a maior concentração de restaurantes por mil habitantes no País. Numa época em que muitos conceitos apostam em pratos concebidos para brilhar nas redes sociais, ainda existem espaços que nos convidam a desacelerar e a saborear cada prato com a calma e o conforto de quem está em casa.
O novo Intimista Cozinha Tradicional é um desses exemplos. Inaugurado a 13 de maio, na freguesia de Lomar, pretende “resgatar o receituário tradicional português com uma abordagem contemporânea”, num ambiente acolhedor e, como o nome indica, intimista. Muitos bracarenses já reconhecem esta premissa de João Vicente: o chef abriu o Intimista Steakhouse, ao lado da Sé de Braga, em 2021, que rapidamente se tornou uma referência para os apreciadores de carne maturada.
O bracarense de 36 anos, formado em gastronomia pela Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, sonhava abrir uma segunda casa na cidade, “mais discreta, mas não menos surpreendente”. “Um espaço onde predominasse aquela comida reconfortante que, por vezes, tanto precisamos. O conceito assenta muito no slow cooking e no aconchego, para apresentar uma perspetiva diferente de Braga e da gastronomia local”, acrescenta.
Se o Intimista Steakhouse se destacou, desde o início, pelo ambiente quase familiar e por apresentar os melhores cortes e carnes da região, o “irmão mais novo” mantém essa essência. “Aqui, as pessoas encontram um espaço acolhedor, com boa comida e um atendimento cuidado. Queremos que os clientes se sintam como em casa. O nosso público-alvo são os bracarenses —, tal como no primeiro restaurante. Continuamos a trabalhar para a comunidade local”, revela.
A vontade de abrir um segundo Intimista, com um conceito distinto, sempre esteve presente. “A ideia era criar um sítio onde se pode comer e petiscar sem pressas, tudo acompanhado com alguns dos melhores vinhos da região. Não queríamos que fosse uma réplica da steakhouse, nem apenas ‘mais um restaurante’. Para nós, é um refúgio, uma pausa agradável no meio do ritmo acelerado do dia a dia”, explica.
Tal como na primeira casa, o foco principal é sempre o produto. “Não se consegue ter um bom prato se não se tiver uma boa matéria-prima”, reforça. E, se no Intimista Steakhouse a missão passa por “realçar o verdadeiro sabor da carne”, apenas temperada com sal e grelhada, aqui assume-se o compromisso com a cozedura lenta, para garantir que os ingredientes “mantenham os sabores e fiquem ainda mais ricos e pronunciados”, sublinha o responsável.
No Intimista Cozinha Tradicional, junta-se o melhor do mar e da terra, sempre à maneira do chef, “sem pretensões de ser marisqueira nem taberna”. A lista inclui propostas grelhadas, fumadas e cozinhadas na panela, com sabores tradicionais adaptados pelo chef, mas sobretudo pratos que confortam. Afinal, a comida tem o poder de despertar emoções, seja ao recordar as receitas da avó ou uma viagem inesquecível que gostaríamos de repetir.
Ali, tudo é cozinhado lentamente, em lume baixo, porque o tempo de cozedura é o segredo para conferir aos pratos um sabor único, — como a costeleta de boi que se desfaz ao toque do garfo, após dez horas no forno. Antes disso, pode começar por pedir umas amêijoas à Bulhão Pato (18,90€), vieiras ao alho (22€) ou camarão ao alho (15€). Para os que apreciam sabores mais intensos, a alheira da avó na brasa é imperdível (8,60€), assim como a tábua de queijos e enchidos (16€), ideal para partilhar.
Se preferir algo mais leve antes do prato principal, há saladas de tomate ou pimentos padrón (a partir de 4,50€). Entre os clássicos de tacho que não podem faltar, o Intimista oferece um arroz caldoso de peixe com gambas (45€), cataplana de peixe (48€) e massada de peixe (45€).
Ainda nos peixes, existem opções como bacalhau à moda de Braga (22,50€), filetes de polvo com arroz de feijão (23,60€) ou bacalhau na brasa (22,50€). Para os amantes de carne — e em homenagem às raízes do Intimista — há pratos para partilhar, como o costeletão de vaca portuguesa (55€) e o arroz malandro de costelinhas (38€).
Quem preferir porções individuais ou quiser pedir vários pratos para dividir à mesa pode optar por cabrito em forno de lenha (24€), costela de boi com arroz de forno (22€), picanha black angus (21€), secretos de porco preto (20€) ou hambúrguer (20€).
O restaurante tem também especialidades disponíveis apenas mediante encomenda e com preço sob consulta, perfeitas para almoços ou jantares em família, ou com amigos. Entre as opções destacam-se o rabo de boi, arroz de pica no chão ou estufado de javali.
Com capacidade para cerca de 60 pessoas, o espaço destaca-se pela iluminação suave, que realça o ambiente aconchegante que se pretende criar. A decoração combina tons terra com elementos em palha e madeira, conferindo uma atmosfera boémia e descontraída,
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