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O novo restaurante de Braga tem os melhores petiscos nacionais para partilhar

Com uma forte aposta na tradição — e algumas reinterpretações, Pedro quer provar que a cozinha no Tas'co Tau pode ser despretensiosa.

Braga pode ser conhecida por ser a cidade dos arcebispos, mas, no que toca à oferta gastronómica, também não fica aquém. Em cada esquina, existem restaurantes e tascas que celebram o que de melhor se faz em Portugal. Mas, numa altura em que chefs e empresários da restauração investem cada vez mais em pratos elaborados e conceituados, há quem acredite que é na simplicidade das coisas que se encontra mais sabor — afinal, menos é mais.

É o caso de Pedro Fernandes, um barcelense de 38 anosque, desde jovem, se viu imerso no universo dos tachos e não soube voltar atrás. Com apenas 12 anos, o cozinheiro já fazia as refeições para a família inteira.

“Não tive propriamente uma relação romântica com a cozinha. Enquanto muitos chefs começaram a cozinhar influenciados pelas avós, eu comecei porque tinha de garantir que comíamos em casa, sobretudo os meus pais. Trabalhavam imenso, e eu só queria garantir que, antes e depois do trabalho, tinham a barriga cheia”, conta o cozinheiro à New in Braga.

Quando chegou a vez de se formar, arriscou no curso de Turismo na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Viana do Castelo. Mais tarde, acabou por mudar para a área de Cozinha, na escola de Hotelaria e Turismo na mesma cidade. Agora, o empresário garante que “cozinha como mais ninguém”, sobretudo quando se trata de fazer aqueles pratos de conforto que resgatam as memórias da infância.

No final do curso, rumou para Espanha, onde passou por várias cozinhas. “A minha experiência passou sobretudo pelas cozinhas de hotéis. Só nos últimos anos é que comecei a aventurar-me em restaurantes independentes”.

Chegou a Braga há cerca de oito anos, decidido a abrir portas do próprio negócio. As incertezas da pandemia atrasaram o sonho. Pelo menos até 2 de janeiro deste ano, quando muito próximo do coração de Braga, Pedro abriu as portas do Tas’co Tau. É num ambiente de descontração contagiante que o chef se encontra feliz, e a cozinhar a mítica receita de arroz de tomate – que “sabe a um abraço reconfortante nos dias menos bons”.

Os camarões ao alho já se tornaram famosos.

“Tinha a ambição de abrir o meu próprio espaço pelo simples motivo de que sentia falta de ter liberdade de criação noutras cozinhas. Foi, acima de tudo, isso o que me motivou a aventurar-me a solo. Só me sinto feliz quando estou a reinterpretar e criar uma receita nova – e ainda mais quando é um prato que agrada aos outros. Não é preciso inventar muita coisa. Apenas dar o nosso toque pessoal e manter tudo simples. O que é difícil, mas,quando é bem feito, faz toda a diferença”, acrescenta.

É a partir de petiscos e pratos de partilha — e algumas propostas mais contundentes para quem prefere — que Pedro homenageia o receituário português. O Tas’co Tau encontra-se muito próximo da Universidade do Minho, do Bom Jesus e do centro da cidade, precisamente para atrair públicos diferentes e que, neste espaço, encontram um novo ponto de encontro para momentos de partilha à mesa.

O restaurante tem capacidade para 28 pessoas e faz-nos lembrar os almoços em família em casa da avó – tudo graças às loiças pintadas à mão e aos pormenores que decoram o espaço. Apesar de as mesas estarem distribuídas ao longo de toda a sala, o ambiente é tão descomplicado que até vai começar a falar com o cliente desconhecido do lado, enquanto partilham um prato de pataniscas.

Tal como o espaço, a carta é simples e despretensiosa. Estão lá todos os petiscos que não podem faltar numa cozinha portuguesa – como os peixinhos da horta (6€), camarão ao alho (9€), pataniscas (5€), panadinhos (7,5€), rojões com pickles (6,50€), prego no pão (5€) e até bacalhau á Brás (10€).

No meio de pratos tradicionais, há ainda espaço para reinterpretações, como é o caso das bochechas de porco com esparregado (12€), ovos escalfados com ervilhas (8€), ovos mexidos com farinheira (7€) ou as bifanas da casa (13€) que já se tornaram famosas por serem servidas como se fossem ovos rotos: batata fritas, um ovo estrelado no topo e mistura-se tudo com a carne de porco desfiada.

Não poderiam faltar as azeitonas ou tremoços (a partir de 1,20€), ao lado do saco de pão, das batatas fritas ou do arroz de tomate (a partir de 2,50€).

Nas sobremesas vai encontrar mousse de chocolate negro e mousse de bolacha, a partir de 4€. Vale a pena conhecer também a garrafeira com referências nacionais que passam pelos brancos e tintos, bem como a sangria de frutos vermelhos ou maracujá (16€ para um litro e 26€ para dois litros).

 
 
 
 
 
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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Av. Dom João II, 23 RC
    4715-303 Braga
  • HORÁRIO
  • Terça a quinta-feira das 17h às 22h30
  • Sexta-feira e sábado das 12h às 0h
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa, Petiscos

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