Um bom gelado artesanal é uma espécie à parte e pode ser reconhecido não só pela temperatura a que é servido, pela cremosidade, mas também pelos detalhes do sabor, das sementes de framboesa, da acidez do limão verdadeiro ou do sabor intenso do pistácio. No Pappa’Lab, tudo isso é obrigatório e assinatura dos gelados da casa.
Foi precisamente essa lógica,de produzir devagar, cortar fruta à mão todos os dias e transformar sabores improváveis que levou a marca bracarense a dar mais um passo na expansão. A Pappa’Lab abriu, a 1 de maio, uma nova loja no Braga Parque e reforça a presença na sua cidade natal.
O novo espaço surge poucos meses depois da abertura no Vila do Conde Porto Fashion Outlet, em novembro do ano passado, num plano de crescimento que Marta Rito Bezerra já vinha a preparar. “Era um sonho antigo”, conta a fundadora da marca à NiB. “Sempre quisemos crescer sem perder aquilo que nos diferencia: a produção artesanal, o contacto com os clientes e a liberdade de continuar a criar sabores novos quase todos os dias.”
A história da Pappa’Lab começou em 2021, no centro histórico de Braga, perto da Sé. Na altura, Marta tinha apenas 24 anos e decidiu transformar a paixão pelos gelados italianos num projeto próprio. Cresceu ligada à pastelaria, a família paterna fundou as Confeitarias Bezerra, uma referência na cidade minhota, mas foi depois de provar os gelados da Nannarella, em Lisboa, que percebeu que queria seguir outro caminho.
“Soube imediatamente que queria aprender a fazer gelato a sério”, recorda a bracarense de 29 anos. “Apaixonei-me pelo lado artesanal, pela textura, pelo rigor técnico e pela possibilidade de brincar com sabores.”
O nome acabou por refletir precisamente essa mistura entre memória afetiva e criatividade. “Pappa” significa pai em italiano e surgiu como homenagem às figuras paternas da família. Já o “Lab” nasceu da ideia de laboratório, de um espaço onde pudesse experimentar, testar combinações improváveis e criar receitas fora do habitual.
Hoje, a produção continua a ser feita de raiz e de forma artesanal. A fruta é cortada diariamente à mão, o leite e as natas são frescos e não entram corantes nem conservantes nas receitas. Muitos dos ingredientes chegam diretamente do Mercado Municipal de Braga.
“Queremos que as pessoas sintam mesmo aquilo que estão a comer”, explica Marta. “Se usamos manga, queremos que saiba a manga verdadeira. Se usamos framboesa, as sementes fazem parte da experiência.”
A nova loja do Braga Parque mantém exatamente essa filosofia e o espaço foi pensado para funcionar como uma extensão da identidade já conhecida da marca, mas adaptada ao contexto do centro comercial. Há os mesmos tons pastel, o balcão carregado de sabores artesanais e a produção contínua de novidades.
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Entre os sabores fixos encontram-se clássicos como pistácio, avelã, stracciatella, chocolate, café, caramelo salgado, nata e Oreo. Já nas opções mais improváveis continuam a surgir combinações como requeijão com abóbora, amendoim salgado, banana com moscatel, pudim Abade de Priscos, pão de ló ou nata com manjericão.
Os gelados dividem-se entre versões à base de leite e opções à base de água, muitas delas vegan e sem lactose. Manga, limão e framboesa fazem parte da lista permanente, enquanto sabores como melancia, figo, dióspiro ou romã aparecem de forma sazonal.
“Gostamos muito de trabalhar os produtos da época e criar sabores ligados à cidade e às tradições portuguesas”, explica a fundadora. “No Natal fazemos rabanada e Abade de Priscos ou sabores inspirados no Bananeiro, no São João já tivemos sabores ligados ao manjericão. Isso também faz parte da nossa identidade.”
Além dos copos e cones tradicionais, entre 2,50€ e 4€, continuam disponíveis as sanduíches de bolacha artesanal com gelado (4€), bem como a pavlova de gelado (4€), uma das opções mais populares da marca. Existem ainda caixas takeaway isotérmicas para levar os gelados para casa, disponíveis em formatos de meio litro, um litro ou litro e meio, com preços entre 15€ e 30€. Estas últimas propostas também estão disponíveis na Uber Eats.
Apesar da expansão, Marta garante que o objetivo nunca foi transformar a Pappa’Lab numa cadeia massificada. “Queremos crescer, claro, mas sem perder a alma do projeto”, admite. “O importante é que as pessoas continuem a sentir que estão a consumir algo feito com tempo, cuidado e verdade.”
A abertura no Braga Parque representa também uma forma de chegar a novos públicos. O centro comercial recebe diariamente milhares de visitantes e permite à marca tornar-se mais acessível para quem ainda não conhecia o espaço do centro histórico.
Ao mesmo tempo, o crescimento acompanha aquilo que já se tornou evidente nos últimos verões: a Pappa’Lab deixou de ser apenas uma gelateria de nicho para se tornar num dos spots mais concorridos da cidade. Em muitos dias, sobretudo ao final da tarde e aos fins de semana, a fila chega a estender-se para fora da porta.
“Às vezes ainda custa acreditar”, admite Marta. “Começou tudo num espaço muito pequeno, quase como uma experiência, e hoje temos pessoas que vêm de propósito de outras cidades para provar os sabores novos.”
E, se depender da fundadora, a criatividade está longe de acabar. “A ideia é continuar a surpreender”, diz. “No fundo, a Pappa’Lab nasceu exatamente para isso: nunca parar de sonhar.”
Carregue na galeria para conhecer a nova loja e os sabores da marca.







