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A maior cadeia de roupa em segunda mão do País abre a primeira loja em Braga

A Humana chega à Avenida da Liberdade a 1 de julho com um espaço de 220 metros quadrados, roupa vintage e peças para toda a família.

Comprar roupa em segunda mão costumava ser um hábito reservado a pequenos nichos. Hoje, basta passar por uma loja vintage ao sábado ou abrir uma aplicação de revenda para perceber que algo mudou. Em Braga, essa transformação ganha agora uma nova morada com a Humana, a maior cadeia de lojas secondhand do País, que se prepara para abrir a sua primeira loja na cidade, no próximo dia 1 de julho.

O novo espaço ficará na Avenida da Liberdade, no número 366, e representa um marco para a organização: será a primeira abertura fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde já existem 23 lojas, 18 do segmento família, incluindo têxtil e vestuário infantil, e cinco vintage.

“Tínhamos muitas solicitações no sentido de abrir um espaço aqui. Braga é uma cidade que conjuga vários fatores que nos interessam e uma necessidade de procura a que queríamos responder. Tem um público jovem, universitário, consciente ambientalmente. E um público mais velho, igualmente curioso e aberto a alternativas mais acessíveis”, explica Catarina Marques, responsável pelas lojas da Humana em Portugal.

A abertura surge numa fase de crescimento da organização, que já tinha identificado Braga como uma das cidades prioritárias para expansão. “A Humana está a crescer e consideramos que, de forma ponderada, a proximidade é um fator determinante para conseguirmos mudar hábitos de consumo e aproximar as pessoas do conceito secondhand e da moda sustentável. Braga surgiu de forma óbvia. Já estava na nossa lista de possíveis aberturas há bastante tempo e, quando surgiu uma ótima oportunidade de localização, decidimos que era o momento certo.”

A nova loja terá 220 metros quadrados de área comercial e apresentará um conceito inédito em Portugal, ao reunir num único espaço dois formatos que até agora existiam separadamente nas restantes lojas da marca. “Vamos ter, pela primeira vez em Portugal, uma loja que junta o conceito vintage e o conceito família. Vamos, no fundo, fazer um all in one”, revela a responsável.

O piso superior será dedicado ao universo vintage, com peças mais irreverentes, criativas e materiais premium, para atrair os caçadores de achados, habituados a procurar artigos únicos, marcas reconhecidas e peças difíceis de encontrar em lojas convencionais.

Já o piso térreo ficará reservado à oferta familiar, com roupa para homem, mulher e criança, além de calçado e acessórios. Haverá também uma área especial dedicada à chamada Seleção Humana, onde estarão reunidas algumas das marcas mais procuradas pelos clientes. “Não fazia sentido abrir apenas um conceito quando a loja oferece condições para reunir os dois de forma clara e espaçosa”, acrescenta Catarina.

Quem nunca visitou uma loja Humana pode esperar um ambiente muito diferente da imagem tradicional associada à roupa usada. As peças chegam aos cabides depois de um longo processo de seleção e triagem. A organização recolhe vestuário através de uma rede de mais de mil contentores espalhados pelo País. Só em 2024 recolheu 3.835 toneladas de têxteis, que são posteriormente separados em cerca de 90 categorias diferentes. A roupa em melhor estado regressa às lojas e o restante material segue para reciclagem ou para outras formas de reaproveitamento industrial.

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A Humana está a chegar a Braga.

O resultado são prateleiras onde é possível encontrar peças de grandes marcas a preços bastante inferiores aos praticados no mercado tradicional. Segundo a Humana, uma camisola pode custar entre 6€ e 10€, umas calças entre 6€ e 12€ e um blazer entre 8€ e 12€, embora os valores variem consoante a marca, o material e o estado de conservação. “Muitas peças chegam ainda com etiqueta, totalmente novas, e a preços muito mais baixos”, destaca.

A aposta surge num momento em que o mercado da moda em segunda mão continua a crescer em Portugal e no resto da Europa. A responsável revelou que a própria Humana vendeu mais de 2,8 milhões de peças em 2024, evitando a emissão de mais de 23 mil toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Para a organização, o crescimento do setor reflete uma mudança profunda na forma como os consumidores encaram a roupa usada.

“Mudou muita coisa. Existe uma evolução clara na forma como se olha para o secondhand e para a necessidade de hábitos de consumo mais conscientes. Sabendo o impacto ambiental da indústria, dificilmente é possível manter preconceitos em relação à segunda mão.”

Catarina acredita que a apresentação das lojas também contribuiu para essa mudança de mentalidade. “A forma como organizamos as peças, o ambiente das lojas e a experiência de compra ajudam a aproximar o conceito daquilo que as pessoas encontram numa loja convencional.”

Mas a missão da Humana vai além da moda. A organização nasceu na década de 1970, na Dinamarca, quando um grupo de viajantes decidiu procurar uma forma mais eficaz de combater desigualdades sociais observadas em vários países. Em vez de doar roupa diretamente, passaram a vendê-la na Europa para financiar projetos sociais no Sul Global.

A ideia cresceu, espalhou-se por vários países e deu origem à Federação Humana People to People, atualmente presente em dezenas de mercados internacionais. Hoje, a Humana Portugal apoia projetos em Moçambique e na Guiné-Bissau nas áreas da saúde, educação, agricultura sustentável e desenvolvimento comunitário.

Entre os projetos apoiados estão programas de combate à malária, prevenção da tuberculose, formação profissional para jovens e iniciativas de empoderamento feminino. Além disso, a organização mantém ações de apoio local em Portugal, através da doação de vestuário a instituições sociais, estabelecimentos prisionais e famílias em situação de vulnerabilidade.

A chegada a Braga é apenas o início de uma estratégia mais ambiciosa. A Humana já confirmou que pretende continuar a expandir-se para outras regiões do País, acompanhando atualmente oportunidades em cidades como Vila Nova de Gaia, Aveiro, Coimbra, Leiria e Seixal.

Carregue na galeria para conhecer melhor o conceito da marca.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Av. da Liberdade, 366
    4710-250 Braga
  • HORÁRIO
  • Segunda-feira a sábado das 9h30 às 19h30
  • Domingo das 11h às 18h30

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