Os pais de Aurélie da Silva são de Amares, mas foi em Paris que a fundadora da Jouvence nasceu e construiu o seu percurso profissional. Desde miúda que tinha a vontade de se aproximar de Portugal e das raízes da família. Esse desejo acabou por dar origem a um projeto partilhado com Bryan do Casal, um instituto de estética e bem-estar em Braga que aposta nos cuidados de rosto e corpo, massagens, cosmética personalizada e até uma sauna japonesa de infravermelhos.
A Jouvence abriu a 11 de julho, em Nogueiró e para os fundadores, a mudança representa também uma oportunidade de juntar as duas culturas com que cresceram. “Criar a Jouvence em Braga representa muito mais do que um projeto empresarial. É também um regresso às origens”, explicam.
Aurélie tem 32 anos e Bryan, 34. Ambos nasceram em Paris, são filhos de portugueses e conheceram-se em 2015. Pelo caminho, perceberam que os percursos dos dois podiam complementar-se num negócio próprio. Depois de uma formação superior em gestão administrativa e comercial, Aurélie trabalhou nas áreas da beleza, moda e bem-estar. O contacto com estes setores despertou-lhe o interesse pela experiência do cliente, pela atenção ao detalhe e pelas novidades da estética.
Bryan fez um mestrado nas áreas da gestão de risco, banca e seguros e desenvolveu competências em estratégia, financiamento e gestão empresarial. Fora do trabalho, o desporto sempre ocupou uma parte importante da sua vida: praticou natação, basquetebol, futebol, musculação e corrida, o que o levou-a a interessar-se pela recuperação física e pelos cuidados com o corpo.
“Queríamos criar um conceito que não separasse a beleza exterior do bem-estar interior”, contam. Aurélie acompanha sobretudo a identidade da marca, a seleção dos cuidados e a experiência dos clientes, enquanto Bryan traz a visão de gestão e o interesse pelo bem-estar físico.
Entre as primeiras ideias e a abertura passaram aproximadamente 12 meses. Foi necessário preparar o espaço, escolher equipamentos e marcas, desenvolver os protocolos e realizar formações. Um dos desafios foi explicar ao público tecnologias que os fundadores consideram ainda pouco conhecidas na região.
“Quando um serviço é novo, não basta dizer que funciona. É necessário explicar como funciona, porque é utilizado, o que pode realisticamente proporcionar e também quais são os seus limites”, defendem.

O instituto foi decorado com tons claros, apontamentos de madeira e plantas, e na zona de espera, um sofá de linhas arredondadas, almofadas bordô e uma mesa de vidro criam um ambiente próximo de uma sala de estar. Já as prateleiras de cosmética acompanham o corredor até às áreas de cuidados, onde estão distribuídos os diferentes equipamentos.
O atendimento funciona principalmente por marcação e começa com uma conversa sobre as preocupações, hábitos, expectativas e eventuais sensibilidades de cada cliente. Só depois a equipa recomenda as sessões e constrói um acompanhamento ajustado à pessoa. “Primeiro procuramos perceber porque veio ter connosco e aquilo que gostaria realmente de melhorar”, explicam. “É uma filosofia muito importante para nós: aconselhar antes de vender.”
Uma das apostas é a fotobiomodulação, também designada luminoterapia LED. O instituto utiliza equipamentos da Lucibel·le Paris com luz vermelha e infravermelha próxima, sem radiação ultravioleta, em cuidados de rosto e couro cabeludo. Segundo os fundadores, os protocolos procuram trabalhar o aspeto da pele e acompanhar preocupações relacionadas com a qualidade do cabelo, embora a resposta varie entre pessoas.
A oferta inclui também luxopuntura, que utiliza um feixe infravermelho para estimular pontos do corpo sem agulhas. Para os cuidados corporais, há drenagens, programas de remodelação e o Body Sculpt. E existe ainda uma sauna japonesa em forma de cúpula, na qual o cliente permanece deitado com a cabeça no exterior.
Os fundadores salientam que a avaliação inicial também serve para identificar situações em que é necessário encaminhar o cliente. “Nunca substituímos um médico”, afirmam. Uma queda de cabelo repentina e inexplicável ou uma lesão cutânea suspeita estão entre os exemplos que referem.
Outra componente do projeto é a cosmética personalizada da IOMA Paris. A análise da pele considera parâmetros como hidratação, oleosidade e descamação, juntamente com a observação e a conversa inicial. A partir daí, o equipamento prepara produtos com combinações de ingredientes das formulações da marca, como sérum, creme de dia, creme de noite ou contorno de olhos.
“O nosso objetivo não é simplesmente vender um creme. É acompanhar a pele ao longo do tempo”, dizem. Para isso, recomendam repetir a avaliação aproximadamente a cada três meses e ajustar os cuidados às necessidades identificadas.
As sessões começam nos 30€, com um preço médio de cerca de 50€. Os valores variam consoante a duração, o equipamento e a personalização, enquanto os packs permitem reduzir o custo por sessão. Existe também um Clube Premium, por 9,95€ mensais, que oferece descontos em tratamentos e cosméticos, além de uma avaliação da pele gratuita a cada três meses.
Os cuidados são realizados por Aurélie e pelas esteticistas do instituto, com formação nos protocolos utilizados. A oferta inclui ainda massagens de relaxamento e rituais manuais, e os fundadores preparam a introdução de um Head Spa dedicado ao couro cabeludo e cabelo.
Desde a abertura, dizem receber clientes de diferentes idades, com cerca de 60 por cento de mulheres e 40 por cento de homens. Para o futuro, querem desenvolver parcerias com profissionais de nutrição, saúde e desporto. A intenção mantém-se ligada ao que os levou a criar a Jouvence: “Cuidar dos outros com exigência, proximidade e honestidade.”







