O calendário já está virado para o outono, mas os termómetros ainda não receberam o memorando. Setembro traz de volta as rotinas, o escritório e as aulas, enquanto as temperaturas continuam demasiado altas para casacos, malhas grossas e botas. É nesta fase confusa do guarda-roupa que um colete pode resolver grande parte do dilema: tem a estrutura das peças de meia-estação, mas deixa os braços livres e não acrescenta camadas desnecessárias.
A proposta acaba de chegar à The Pink Punch, marca criada pela bracarense Bárbara Santos. Lançado a 1 de setembro, o novo drop antecipa o outono com castanhos, tons de vinho, xadrez e cortes de alfaiataria. Entre as novidades encontra-se um colete que adapta um dos maiores clássicos desta altura do ano: o trench coat.
À primeira vista, reconhecem-se imediatamente os códigos do modelo original. O tom camel, as lapelas largas, as presilhas nos ombros, os botões escuros e o cinto do mesmo tecido remetem ao tradicional casaco comprido. A principal diferença está na ausência de mangas e no comprimento mais curto, que termina junto às ancas. O resultado conserva a estrutura elegante do trench, mas torna-se mais leve e fácil de usar enquanto o calor continua a fazer-se sentir.
O colete está disponível em tamanho único, que, segundo a marca, veste até ao XL, e custa 25,99€. O cinto permite ajustar a peça à cintura e criar uma silhueta mais marcada, mas também pode ser deixado solto para um resultado descontraído. A tonalidade neutra facilita as combinações com branco, preto, ganga, verde seco, castanho ou tons de vinho.
O trench coat regressa a todas as meias-estações por uma razão simples: atravessa tendências sem ficar preso a uma época específica. A versão mais conhecida, de inspiração militar, acabou por ganhar espaço no guarda-roupa quotidiano graças ao corte estruturado, à cor neutra e à facilidade com que se adapta a coordenados formais ou descontraídos. No início do outono, contudo, o modelo tradicional pode revelar-se demasiado quente. Retirar-lhe as mangas permite manter o mesmo efeito visual sem obrigar a enfrentar um dia de 25 ou 30 graus dentro de um casaco.
Para o regresso ao escritório, o colete pode ser usado sobre uma T-shirt branca com calças de alfaiataria, mocassins ou sapatilhas. Uma camisa fina e uma saia comprida criam uma opção mais composta, enquanto as calças de ganga e um top básico ajudam a transportá-lo para o fim de semana. Quem regressa às aulas pode conjugá-lo com uma minissaia, umas bermudas ou calças largas. Quando as temperaturas começarem finalmente a descer, basta trocar a T-shirt por uma camisa de manga comprida ou uma camisola fina.

“O objetivo passa por criar peças práticas que acompanhem o ritmo do quotidiano”, explica Bárbara Santos. “São propostas que funcionam em várias ocasiões, sem perder a identidade feminina.” Essa ideia ajuda a perceber a escolha do colete como uma das peças centrais da nova coleção: pode acompanhar uma reunião de trabalho, um dia de aulas, um almoço ou um passeio sem exigir um coordenado completamente diferente.
O lançamento de setembro surge identificado no site da marca como Fall 26 e inclui várias propostas pensadas para esta transição. A camisa xadrez, em tons de vinho e branco, custa 29,99€ e pode ser combinada com as bermudas de alfaiataria bordô, disponíveis por 34,99€. Para quem prefere coordenados completos, há um conjunto de cetim na mesma paleta outonal por 47€.
Também fazem parte das novidades uma saia evasé por 34,99€, uma camisa com pregadeiras por 32,99€ e um conjunto xadrez vendido em separado, com um preço total de 45€. A T-shirt Unique, disponível em oito cores neutras e outonais, custa 16,50€ e funciona como base para usar por baixo do colete. A coleção aposta assim em peças leves, mas introduz gradualmente as cores, os padrões e os cortes associados aos meses mais frios.
A história da The Pink Punch começou em 2018. Natural de Braga, Bárbara Santos, atualmente com 30 anos, formou-se em Gestão na Universidade do Porto e concluiu mais tarde uma pós-graduação em Gestão de Moda. Antes de transformar o interesse pela roupa num negócio, partilhava diariamente os próprios coordenados nas redes sociais. As reações da comunidade deram-lhe o impulso necessário para criar a marca.
“Sou fiel ao que gosto, vendo apenas aquilo com que me identifico, mas é com o tempo que tenho aprendido a definir o gosto das minhas clientes”, recorda. Essa proximidade continua a orientar a seleção das peças, pensadas para diferentes momentos da rotina e com preços relativamente acessíveis.
O projeto nasceu exclusivamente no digital, mas em 2021 ganhou um showroom em Vila Nova de Famalicão. A marca começou também a participar em mercados urbanos no Porto e em Braga, permitindo às clientes conhecerem presencialmente as peças que acompanhavam através das redes sociais. Parte da produção é assegurada por parceiros nacionais, incluindo a empresa Asas, de Famalicão, e vários acessórios resultam de colaborações com outras marcas portuguesas.
Atualmente, a The Pink Punch envia encomendas para Portugal e para outros mercados europeus, entre os quais Espanha, França, Alemanha e Reino Unido. As compras podem ser feitas através do novo site, lançado no final de maio, ou pelas redes sociais. As entregas na Península Ibérica demoram entre três e cinco dias úteis após o despacho e os portes são gratuitos em encomendas superiores a 100€.
Carregue na galeria para conhecer outras peças da nova coleção da marca.







