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Uma das floristas mais cool de Braga reabriu com nova cara, mais luz e ainda mais flores

Depois de um mês encerrada para obras, a Bloom reabriu com um espaço pensado para reforçar a experiência dos clientes.

Janeiro foi um mês de portas fechadas, mas também de mudança. Em Braga, a Bloom Flores & Eventos aproveitou o início do ano, esse clássico tempo de recomeços, para renovar por completo a loja da cidade. O espaço esteve encerrado durante todo o mês para obras e reabriu esta segunda-feira, 2 de fevereiro, com uma nova identidade visual, uma paleta de cores diferente e uma reorganização total que muda a forma como as flores ocupam o espaço.

Esta transformação não surgiu de forma isolada. A mudança de identidade da Bloom começou em dezembro de 2024, na loja da Foz, no Porto. Em outubro de 2025, foi a vez do espaço do Campo Alegre, também no Porto, adotar o novo conceito. Em Braga, a decisão foi manter a atividade durante a época natalícia e encerrar temporariamente em janeiro, para permitir uma intervenção mais profunda.

A loja da Rua Dom Afonso Henriques tem pouco mais de 50 metros quadrados, mas passou a ter uma nova cara. As paredes ganharam tons de verde suave, a iluminação foi reforçada e o mobiliário redesenhado, com o objetivo de dar maior destaque às flores e aos arranjos. “Sentíamos que era o momento certo para mudar. Queríamos mais luz, mais cor e um espaço mais confortável para quem nos visita”, explica Margarida Botelho Rodrigues, 54 anos, fundadora da marca.

A escolha do verde não foi aleatória. “É a minha cor favorita, mas também representa a ligação à terra e à sustentabilidade, que sempre fizeram parte da Bloom”, acrescenta. Com a nova disposição, as flores deixam de estar apenas organizadas por tipos ou cores e passam a integrar a própria decoração da loja, criando uma leitura mais orgânica do espaço.

A história da Bloom começou há duas décadas, em Braga. Em 2005, Margarida Botelho Rodrigues, formada em Gestão de Empresas com especialização em Marketing pela Universidade do Minho, decidiu abrir uma florista diferente do que já existia. A ligação às artes já vinha de trás, quando estudou música durante 12 anos no Conservatório Calouste Gulbenkian.

“No início, era difícil fazer com que as pessoas percebessem que se tratava de uma loja de flores”, recorda. “O espaço era minimalista, muito branco, e vendíamos não só arranjos, mas também vasos e peças de decoração. Era algo pouco comum na altura.”

Com o tempo, o conceito conquistou clientes fiéis. Muitos acompanharam a marca ao longo de diferentes fases da vida. “Há clientes que nos procuraram para um casamento e que hoje voltam para os batizados dos filhos. Criam-se relações muito próximas”, sublinha a fundadora.

A expansão para o Porto aconteceu em 2010, com a abertura da loja do Campo Alegre. Quatro anos depois, surgiu o espaço da Foz. Lisboa ainda não tem loja física, mas a Bloom trabalha regularmente com clientes e projetos na capital. “Cada cidade tem o seu ritmo, mas a marca adapta-se sem perder identidade”, refere.

 
 
 
 
 
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A renovação da loja de Braga responde também a limitações do espaço anterior. “A loja começou por ser um ponto de proximidade com os clientes, mas tornou-se insuficiente. Precisávamos de melhorar a forma como apresentamos a oferta e como atendemos”, explica.

No interior, além das flores frescas, continuam a existir vasos, velas e peças decorativas selecionadas pela equipa. Todos os arranjos são feitos à mão por Margarida e pela sua equipa. “Esse cuidado torna tudo mais especial”, sublinha.

Os arranjos da Bloom não seguem fórmulas fechadas. Cada encomenda é pensada de forma personalizada, de acordo com o gosto do cliente e o contexto. Os preços variam consoante a dimensão e complexidade do trabalho. Ramos simples começam nos 25€. Arranjos de maior escala ou decorações para eventos podem ultrapassar os 200€.

Além da venda de flores em loja, a Bloom desenvolve projetos para eventos, hotéis e espaços comerciais. Entre os mais marcantes está a decoração do Six Senses Douro Valley, feita apenas com flores sustentáveis e plantas enraizadas na terra, sem cortes. “Foi um desafio grande, mas também um dos projetos que mais orgulho nos deu”, admite Margarida.

Esse trabalho integrou o percurso que levou a Bloom à Paris Design Week 2025, em setembro, na Galerie Joseph, no bairro do Marais. A marca participou no projeto “Made in Portugal Naturally”, com curadoria de Nini Andrade Silva, e foi responsável pela componente floral da instalação. “Foi o reconhecimento de mais de 20 anos de trabalho, mas também uma oportunidade para mostrar o nosso trabalho a um público internacional”, afirma a fundadora.

A Bloom mantém o serviço de encomendas online, com entregas em mão num raio de dois quilómetros a partir de cada loja. No Grande Porto, Braga e Guimarães, é possível o envio por correio de todo o tipo de arranjos. Para Lisboa, só são efetuadas encomendas de produtos que não incluam flores frescas. As entregas são gratuitas em encomendas a partir de 35€.

Apesar da ambição de crescimento, a fundadora garante que a prioridade se mantém. “Queremos continuar a criar, inovar e surpreender, sem perder a essência da Bloom.”

Carregue na galeria para conhecer a renovada loja e o trabalho da marca.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Dom Afonso Henriques, 94
    4700-030 Braga
  • HORÁRIO
  • Segunda-feira a sábado das 10h às 13h30 e das 14h30 às 19h

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