Debaixo da sombra de um jacarandá, os livros ganharam uma nova morada em Braga. A Quinta da Capela passou a contar com uma biblioteca comunitária ao ar livre, um espaço pensado para incentivar a leitura, promover a partilha de livros e, sobretudo, aproximar os moradores de um bairro onde muitas pessoas vivem lado a lado sem se conhecerem.
A Biblioteca Comunitária À Sombra do Jacarandá foi inaugurada a 27 de junho, na Praça Doutor Francisco Araújo Malheiro, por iniciativa da Associação de Moradores da Quinta da Capela. Mais do que um local para requisitar livros, o projeto pretende transformar a praça num ponto de encontro entre diferentes gerações, incentivando hábitos de leitura e reforçando o sentido de comunidade.
O funcionamento segue um modelo colaborativo e de livre acesso. A ideia passa por criar um espaço onde qualquer pessoa possa pegar num livro para ler e, sempre que possível, contribuir com outro exemplar, permitindo que a coleção vá crescendo através da participação dos próprios moradores. Não foi divulgada uma lista dos títulos disponíveis, mas o objetivo é que a biblioteca reúna obras para diferentes idades e interesses, tornando a leitura mais acessível a toda a comunidade.
O nome escolhido presta homenagem ao jacarandá que acompanha o espaço e simboliza precisamente essa ideia de um local aberto e acolhedor, onde qualquer pessoa pode parar para ler, trocar um livro ou simplesmente aproveitar alguns momentos ao ar livre.
A inauguração contou com um programa dedicado à comunidade. A tarde começou com atividades promovidas pelo projeto Equilibrium Social Circus, que utiliza as artes circenses como ferramenta de inclusão social e desenvolvimento pessoal. Já a cerimónia oficial reuniu representantes institucionais, moradores e parceiros da iniciativa.
As celebrações terminaram ao som da Funky Friends Brass Band, formada por seis jovens músicos do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga.
A biblioteca nasceu através de um esforço conjunto entre a Associação de Moradores da Quinta da Capela, entidades públicas e empresas parceiras. O projeto contou com o apoio do programa Viva o Bairro, da BragaHabit e do Município de Braga, bem como da DST, Stay on The Scene e da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, responsáveis por apoiar a montagem e o apetrechamento do espaço.







