Alunos criaram um livro para ensinar a proteger as praias fluviais de Braga

A publicação percorre os areais do concelho. Alia histórias, ilustrações e atividades para promover a educação ambiental.

Cada mergulho começa muito antes de se entrar na água. Começa por conhecer o lugar, perceber a sua biodiversidade e aprender como pequenos gestos podem fazer a diferença. Foi precisamente com esse objetivo que nasceu “Um Passeio Pelas Praias Fluviais de Braga”, um livro criado por alunos da Escola Europeia de Ensino Profissional que pretende aproximar crianças e famílias do património natural do concelho.

A publicação, apresentada a 22 de julho pelo Município de Braga e pela Escola Europeia de Ensino Profissional, integra a estratégia de educação ambiental associada ao programa Bandeira Azul e procura sensibilizar a comunidade para a preservação das praias fluviais, a proteção da biodiversidade e a utilização responsável dos recursos naturais.

O projeto resultou de um trabalho multidisciplinar que envolveu estudantes e professores em todas as etapas do processo criativo. Os alunos participaram na investigação sobre as praias fluviais do concelho, construíram a narrativa, escreveram os textos, produziram as ilustrações e desenvolveram várias atividades pedagógicas que acompanham o livro.

Ao longo da história, os leitores acompanham as aventuras de Mário e dos seus colegas enquanto descobrem algumas das praias fluviais de Braga, aprendem o significado da Bandeira Azul e conhecem as principais regras de segurança junto da água. A publicação inclui ainda desafios e jogos educativos que incentivam boas práticas ambientais de forma simples e acessível, sobretudo junto do público mais jovem.

Para o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, o projeto demonstra que a educação ambiental deve ultrapassar os limites da sala de aula. “A proteção do património natural depende da capacidade de formar cidadãos informados, responsáveis e conscientes do impacto das suas escolhas. Este projeto leva a educação ambiental para fora da sala de aula e transforma o território num espaço de aprendizagem e cidadania”, afirmou.

O autarca destacou ainda “o talento e a sensibilidade dos jovens que contribuíram para a concretização desta obra”, considerando que o envolvimento dos alunos “reforçou o seu sentido de pertença às praias fluviais e a sua capacidade de intervenção junto da comunidade”.

A apresentação decorreu na Praia Fluvial de Merelim São Paio e integrou um conjunto de iniciativas de sensibilização ambiental. Durante a manhã, a Braval, em parceria com a AGERE, distribuiu cinzeiros de bolso com a mensagem “As beatas não sabem nadar”, alertando para o impacto das pontas de cigarro nos ecossistemas aquáticos.

O programa incluiu ainda os “Jogos Ambientais”, atividades lúdico-pedagógicas dedicadas à redução, reutilização e reciclagem de resíduos, reforçando a mensagem que percorre todo o livro: proteger a natureza começa nas escolhas de cada um.

ARTIGOS RECOMENDADOS