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Bar Académico de Braga reabre exclusivamente para estudantes já em fevereiro

Encerrado desde abril de 2025 após um homicídio à porta do espaço, o bar prepara uma reabertura cautelosa e com nova gestão.

Durante décadas, o Bar Académico, conhecido apenas por BA, foi um dos pontos de encontro mais marcantes da vida estudantil em Braga. Tudo mudou em abril de 2025, quando uma rixa violenta terminou na morte de Manuel Gonçalves, um jovem de 19 anos, à porta do bar.

Quase um ano depois, o Bar Académico prepara-se para reabrir. A confirmação foi dada por Luís Guedes, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, durante a tomada de posse dos novos órgãos sociais, a 10 de janeiro. A abertura está prevista para fevereiro e irá coincidir com a Semana da Euforia, um evento anual organizado pela Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) e que marca o arranque do segundo semestre com várias atividades culturais, desportivas e recreativas em Braga e Guimarães. O famoso Rally das Tascas, festas temáticas, torneios e momentos de convívio fazem parte do programa.

Em novembro, a associação lançou um concurso público para a concessão do espaço. O vencedor foi um empresário da região. “O contrato já está assinado e o novo concessionário, Alberto Martins, já se encontra a fazer obras e uma série de intervenções no espaço — desde logo, uma que até já é visível na fachada”, revelou Luís Guedes à RUM – Rádio Universitária do Minho. O empresário já gere outros bares bastante frequentados por estudantes em Braga e Guimarães.

Esta nova fase está a ser preparada com precaução. “O objetivo era abrir um pouco mais cedo, mas não temos pressa. Queremos fazer bem. Depois de tantos anos a fazer de forma medíocre ou até errada, queremos que isto reabra de forma certeira”, sublinhou o presidente da associação. A reabertura será acompanhada por uma gestão mais exigente e uma articulação próxima com a Câmara Municipal de Braga, a Proteção Civil, a PSP e a Junta de Freguesia.

Luís Guedes acredita que o processo vai ser feito com calma. “Esperamos que a reabertura do bar seja suave e que consiga voltar a dar aos estudantes da Universidade do Minho o serviço que eles merecem — algo que já não acontece há muitos anos”, concluiu.

O episódio de 2025 abalou a comunidade académica e a cidade. Segundo testemunhos, o jovem que acabaria por morrer terá alertado um segurança para a suspeita de adulteração da bebida de uma rapariga. Minutos depois, foi agredido no exterior do bar, num confronto que envolveu várias pessoas. Nos dias seguintes, a Associação Académica, o reitor e a PSP reuniram-se de urgência e decidiram encerrar o espaço, que já acumulava queixas por desacatos e problemas de segurança à noite.

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