Antes de chegarem aos palcos e às romarias, os cordofones começam na madeira e nas mãos de quem os constrói. São instrumentos de corda, como o cavaquinho ou a viola braguesa, que ganharam identidade própria no Minho ao longo dos séculos, ligados à música popular e às tradições festivas da região. Ainda hoje, a sua construção mantém-se artesanal, assente em técnicas e saberes que passam de geração em geração.
É precisamente esse universo que dá o mote ao segundo episódio do programa municipal Memória do Lugar, que arrancou no passado sábado, 11 de abril, e continua no próximo dia 18, em Braga. A iniciativa convida o público a mergulhar num saber profundamente enraizado no território. Integrado na linha dedicada aos ofícios e ao património, este ciclo articula-se com o Dia Mundial do Artesão e os European Crafts Days, propondo duas sessões complementares que exploram diferentes dimensões dos cordofones minhotos.
A primeira decorreu a 11 de abril, no Teatro Afonso Fonseca, na Escola Secundária Sá de Miranda, e juntou o violeiro Domingos Machado a músicos e participantes ligados à área, numa conversa musicada sobre o ofício, a memória e a continuidade destas práticas. O encontro teve entrada livre e duração de cerca de 75 minutos.
O segundo momento acontece já este sábado, 18 de abril, às 11 horas, na sala multiusos do gnration. A sessão, também de entrada gratuita, assume um formato mais prático, com uma demonstração comentada da construção de um cavaquinho, conduzida pelos músicos Alfredo e Domingos Machado. Aqui, o foco passa para os materiais, as ferramentas e os gestos que dão forma a estes instrumentos.

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