As mornas que Cesária Évora levou aos palcos de todo o mundo vão voltar a ouvir-se em Braga. A Cesária Évora Orchestra encerra, a 12 de setembro, a quarta edição do PARAÍSO, que este ano propõe olhar para aquilo que as comunidades afrodescendentes herdaram e para o futuro que continuam a construir.
Criado em abril de 2023, o programa nasceu para dar espaço às expressões artísticas afrodescendentes e lusófonas. Em 2024, associou-se ao centenário do nascimento de Amílcar Cabral e, no ano seguinte, assinalou os 50 anos das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. A edição de 2026 integra as celebrações dos 30 anos da CPLP e ocupa o Theatro Circo, o gnration e a Livraria Centésima Página.
O arranque acontece esta sexta-feira, 11 de setembro, às 18 horas, com a conversa “Que formas de existir entre o que herdamos e o que construímos?”. David Ferreira, Isabel Macedo e Saidatina Khady Dias vão partir do trabalho desenvolvido em Braga com estudantes e comunidades migrantes para discutir memória, pertença e integração.
Às 21h30, o gnration exibe gratuitamente “Si Destinu”, filme de Vanessa Fernandes sobre uma adolescente cujo futuro é condicionado pelas normas e tradições herdadas pela família. A sessão termina com uma conversa entre a realizadora e a investigadora Kitty Furtado.
O sábado começa às 11 horas com a apresentação do processo de criação do “Manual Antirracista para as Artes e Educação”, conduzida pela União Negra das Artes. Segue-se um almoço comunitário de cachupa rica e vegetariana, preparado pela chef cabo-verdiana Ana Teresa Correia, ao som do DJ angolano Chipula. A participação é gratuita.
À tarde, há uma conversa sobre arte, colonialidade e criação coletiva, às 15 horas, e um workshop dedicado às raízes da kizomba, orientado por Eddie Folige, às 16h30. Ambas as atividades têm entrada livre.
O encerramento está marcado para as 21h30, na sala principal do Theatro Circo. A Cesária Évora Orchestra reúne músicos que acompanharam a artista e as vozes de Ceuzany, Elida Almeida, Lucibela e Teófilo Chantre. Os bilhetes custam 20€, ou 10€ para quem tem Cartão Quadrilátero, e estão disponíveis online e na bilheteira online do Theatro Circo.
Ver esta publicación en Instagram







