Entre paisagens sonoras quase meditativas e explosões eletrónicas inesperadas, a música de Cole Pulice foge aos caminhos óbvios. O saxofone é o ponto de partida, mas rapidamente se transforma numa mistura de jazz e experimentação que ganha outra dimensão ao vivo. A artista sobe ao palco do gnration, em Braga, esta sexta-feira, 24 de abril, para apresentar “Land’s End Eternal”, o mais recente disco, editado em 2025. O concerto está marcado para as 21h30 e é a única data em Portugal.
O novo trabalho marca uma evolução no percurso de Pulice, com a introdução da guitarra elétrica a juntar-se ao saxofone e aos sintetizadores. O resultado aproxima-se de um jazz de câmara contemporâneo, dividido em vários momentos, onde composição e improvisação convivem de forma fluida.
Em palco, essa fusão torna-se ainda mais evidente. A artista constrói a música em tempo real, controlando diferentes camadas de som através de um sistema que combina instrumentos acústicos e digitais. O saxofone liga-se a sintetizadores ativados pela respiração, enquanto os pedais de efeitos transformam continuamente o som, criando uma experiência imersiva.
Antes de se afirmar a solo, Cole Pulice integrou a banda de Bon Iver durante a digressão de “22, A Million”, um período que ajudou a consolidar o seu caminho artístico. Ao longo dos últimos anos, colaborou também com nomes como Godspeed You! Black Emperor ou Toro y Moi, ao mesmo tempo que desenvolve um trabalho próprio cada vez mais reconhecido no universo do avant-jazz.
O concerto em Braga integra uma digressão internacional e leva ao gnration um dos nomes mais singulares da música experimental atual. Os bilhetes já estão disponíveis online e na bilheteira local por 9€.
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