Há momentos na vida que não são bem um início nem um fim. São intervalos, zonas de passagem, estados indefinidos onde tudo parece estar em transformação. É precisamente esse espaço que serve de ponto de partida para a nova exposição que chega a Braga.
“Liminaridade” estreia este sábado, 28 de março, às 16 horas, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. “Propõe uma reflexão sobre este conceito que define estados de transição entre lugares, identidades e realidades”, segundo a organização.
A exposição integra o projeto europeu “Echoes of Unity” e reúne obras de nove artistas ucranianas, com curadoria de Jan Van Woensel. Entre elas estão nomes como Aia Kora, Ellaya Yefymova, Kristina Mos, Nataliya Teslenko e Vlada Lobus, que exploram diferentes linguagens da arte contemporânea para dar forma a esta ideia de mudança constante. A mostra cruza pintura, instalação e outras expressões visuais, criando um percurso que convida à interpretação pessoal.
Mais do que uma exposição, “Liminaridade” funciona como um espaço de diálogo. Num contexto europeu marcado por desafios sociais e culturais, a arte surge aqui como ferramenta de resiliência e construção de novas narrativas, onde o individual e o coletivo se encontram.
A iniciativa faz parte do projeto “Echoes of Unity”, cofinanciado pelo programa Europa Criativa da União Europeia, e desenvolvido em parceria com organizações de países como Polónia, Itália e Grécia.
A exposição, de entrada livre, estará patente até 27 de abril, na sala de exposições da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, um dos principais espaços culturais da cidade, que tem vindo a reforçar a sua programação nas áreas da arte contemporânea.







