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Festival Internacional de Órgão de Braga passa a acontecer ao longo do ano

Pela primeira vez, o evento passa a decorrer entre fevereiro e dezembro, com concertos, recitais e cruzamentos artísticos.

Durante quase dez meses, o som do órgão vai espalhar-se por igrejas e capelas de Braga. O Festival Internacional de Órgão de Braga entra na 12.ª edição com uma mudança estrutural. Tradicionalmente concentrado num curto período da primavera, o festival deixa de acontecer em maio e passa a estender-se por quase todo o ano, entre 7 de fevereiro e 4 de dezembro, com 35 eventos distribuídos por vários meses, espaços e formatos.

A edição de 2026 foi apresentada na passada terça-feira, 27 de janeiro, na Igreja de Santa Cruz, numa sessão que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, da vereadora da Cultura, Catarina Miranda, e do arcebispo primaz, D. José Cordeiro.

Na sua intervenção, João Rodrigues destacou a importância da colaboração entre o Município de Braga, a Arquidiocese, o Cabido da Sé e as Irmandades da Misericórdia e de Santa Cruz, considerando este trabalho conjunto essencial para garantir a continuidade e a dimensão do festival. O autarca sublinhou ainda que o FIOB percorre várias igrejas e capelas do concelho e que, este ano, alarga o seu alcance territorial a Vila Verde, com uma iniciativa na igreja de Prado.

Segundo o presidente da Câmara, o festival assume um papel relevante na valorização do património e na diversificação da oferta cultural, respondendo a um público “cada vez mais exigente e atento à qualidade da programação cultural”. João Rodrigues reforçou que o evento se afirma como um espaço de encontro entre património, criação artística e comunidade.

A edição de 2026 marca também a estreia de André Bandeira como diretor artístico do festival. O organista e professor assume como principal objetivo a criação de um novo paradigma para o FIOB, apostando num maior diálogo entre o órgão e outras áreas artísticas, como a literatura, a pintura, a arquitetura, a escultura e a história da arte. “Um dos grandes objetivos é o diálogo do órgão com outros instrumentos e com outras expressões artísticas”, afirmou.

Para André Bandeira, o alargamento do festival ao longo do ano permite reforçar a proximidade com a cidade e diversificar públicos. O programa inclui concertos e recitais, concertos comentados, apresentações de livros, visitas guiadas e parcerias com eventos como a Braga Romana, o Festival Literário Utopia e a Braga Barroca. Está também prevista uma vertente pedagógica, com iniciativas dirigidas a públicos mais jovens, incluindo uma fábula em que o órgão assume o papel central.

No núcleo principal do festival, concentrado entre a segunda quinzena de abril e o início de maio, destacam-se concertos com organistas nacionais como João Vaz e Filipe Veríssimo, bem como com o Misericordiae Ensemble e o agrupamento Bonne Corde. A nível internacional, o programa inclui Arturo Barba, de Espanha, Benjamim Righetti, da Suíça, e Thomas Ospital, professor do Conservatório Superior de Paris, apontado como um dos maiores nomes desta edição.

Todos os espetáculos têm entrada gratuita. A programação completa pode ser consultada online.

Veja em baixo a programação completa.

7 de fevereiro, 21h30 — Órgão em Movimento, Igreja do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo.

15 de fevereiro, 16 horas — Minutos de Órgão, Igreja de S. Marcos.

27 de fevereiro, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Sé Catedral.

6 de março, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Igreja dos Congregados.

10 de março, 21h30 — Órgão em Movimento, Capela de S. Lázaro.

22 de março, 16 horas — Minutos de Órgão, Sé Catedral.

10 de abril, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Capela da Imaculada Conceição de Maria.

17 de abril, 21h30 — Magna Ars Organistica I, Sé Catedral.

18 de abril, 21h30 — Magna Ars Organistica II, Igreja de S. Lázaro.

19 de abril, 21h30 — Magna Ars Organistica III, Igreja de Santa Cruz.

21 de abril, 21h30 — Magna Ars Organistica IV, Igreja do Santíssimo Sacramento – Vila Verde.

24 de abril, 21h30 — Magna Ars Organistica V, Igreja dos Congregados.

25 de abril, 21h30 — Magna Ars Organistica VI, Igreja de S. Marcos.

1 de maio, 21h30 — Magna Ars Organistica VII, Igreja da Santa Cruz.

2 de maio, 21h30 — Magna Ars Organistica – Encerramento, Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo.

15 de maio, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Igreja de S. Marcos.

22 de maio, 21h30 — Órgão em Movimento, Igreja de Santa Cruz.

5 de junho, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Igreja dos Terceiros.

12 de junho, 21h30 — Órgão em Movimento, Igreja dos Congregados.

28 de junho, 16 horas — Minutos de Órgão, Igreja de S. Marcos.

5 de julho, 16 horas — Minutos de Órgão, Sé Catedral.

18 de julho, 18 horas — Órgão em Movimento, Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo.

26 de julho, 16 horas — Minutos de Órgão, Igreja dos Congregados.

9 de agosto, 16 horas — Minutos de Órgão, Igreja de Santa Cruz.

16 de agosto, 16 horas — Minutos de Órgão, Sé Catedral.

23 de agosto, 16 horas — Minutos de Órgão, Igreja de S. Marcos.

4 de setembro, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo.

19 de setembro, 16 horas — Minutos de Órgão Roteiro, Sé Catedral.

27 de setembro, 21h30 — Minutos de Órgão, Sé Catedral.

2 de outubro, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Igreja de Santa Cruz.

10 de outubro, 16 horas — Minutos de Órgão Roteiro, Capela da Imaculada.

23 de outubro, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Igreja de S. Frutuoso.

6 de novembro, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Igreja de S. Marcos.

8 de novembro, 16 horas — Minutos de Órgão, Capela da Imaculada.

22 de novembro, 16 horas — Minutos de Órgão, Igreja de Santa Cruz.

4 de dezembro, 21h30 — Entre Registos e Palavras, Igreja dos Terceiros.

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