As primeiras notas de “Menina Estás à Janela” começaram a ouvir-se quando o casal se preparava para celebrar os 55 anos de casamento. A festa chegava com cinco anos de atraso, depois de a pandemia ter impedido as Bodas de Ouro, e tinha sido organizada em segredo pelos filhos, numa altura em que a mãe já se encontrava gravemente doente. Quando a música terminou, ninguém precisou de dizer nada, perante as lágrimas da homenageada, que bastaram para transformar aquele momento na primeira cerimónia da Crescendo d’Amore numa memória que ainda hoje define o projeto.
Criada na região de Braga, a Crescendo d’Amore prepara atuações musicais personalizadas para casamentos, batizados, pedidos de casamento, aniversários e eventos empresariais. O projeto distingue-se pela formação em trio, que junta violino, voz e piano para acompanhar diferentes momentos, desde a entrada na igreja até ao corte do bolo.
A ideia pertence a Catarina Brás, violinista que começou a estudar o instrumento aos cinco anos no Conservatório de Braga, onde permaneceu durante 12 anos. Mais tarde, licenciou-se em Música, na variante de violino, pela Universidade do Minho e concluiu o mestrado em Ensino de Música no Instituto Politécnico do Porto.
Depois de vários anos dedicados ao estudo e à prática, quis criar um projeto próprio onde pudesse aplicar a formação clássica sem ficar limitada a repertórios rígidos. Durante o desenvolvimento da ideia, desafiou Hugo, um amigo de longa data, a preparar um orçamento para conteúdos audiovisuais. Ao conhecer o conceito e o potencial da Crescendo d’Amore, propôs tornar-se sócio. Catarina aceitou e os dois passaram a trabalhar em conjunto na estratégia, comunicação e crescimento da marca.
“A criação da Crescendo d’Amore nasceu, acima de tudo, da vontade de construirmos um projeto verdadeiramente nosso, que refletisse a nossa visão e os nossos valores”, explicam. “Queríamos que a qualidade musical, a proximidade com os clientes e a atenção ao detalhe estivessem no centro de cada atuação.”
O grupo atua em formato de trio, com Catarina no violino, Josefa Aleixo no piano e Beatriz Pereira ou Leonor na voz. Beatriz é licenciada em Enfermagem pelo ISAVE, mas começou a cantar aos dez anos no coro da freguesia e, mais tarde, teve aulas de canto e violino na Escola de Música Mozart. Leonor também iniciou cedo o percurso musical: cantou no coro da freguesia e, aos 11 anos, começou a ter aulas de canto e piano, formação que mantém até hoje. Josefa começou a tocar piano aos dez anos e frequenta atualmente o quarto ano da licenciatura em Música, na variante de piano, na Universidade do Minho.
“O piano cria uma base harmónica e versátil, o violino acrescenta emoção e sofisticação e a voz dá identidade e proximidade a cada interpretação”, explicam. E tanto tocam em pequenas cerimónias íntimas como grandes eventos. Estão preparados para tudo e, claro, todo este plano começa sempre com uma conversa com os clientes, sobretudo quando são eventos mais marcantes e mais recatados, como é o caso dos casamentos.
A equipa procura conhecer a história do casal, perceber os gostos musicais e identificar o ambiente pretendido. A partir daí, apresenta sugestões e ajuda a distribuir os temas pelos diferentes momentos da cerimónia ou da festa.
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Embora exista um repertório preparado, os clientes podem pedir músicas com um significado especial, sobretudo para as entradas e saídas. Em muitos casos, isso implica criar novos arranjos para violino, piano e voz. Ao longo do percurso, já adaptaram temas de filmes, séries, videojogos e canções menos conhecidas que nunca tinham integrado o alinhamento. “Acreditamos que cada casamento ou evento deve refletir a personalidade de quem o irá viver. O nosso objetivo é que as pessoas sintam que a música foi pensada especialmente para aquele dia e de acordo com a história de cada um”, sublinham.
Entre as escolhas mais frequentes estão “A Thousand Years”, de Christina Perri, “Can’t Help Falling in Love”, de Elvis Presley, “Stand By Me”, de Ben E. King e “Viva la Vida”, dos Coldplay. Nas cerimónias religiosas, o “Cordeiro de Deus” e a “Ave Maria”, de Schubert, continuam entre os temas mais pedidos.
Ainda assim, a Crescendo d’Amore evita seguir uma fórmula. Uma canção pop pode ganhar um arranjo mais delicado para acompanhar a entrada da noiva, enquanto um tema de um videojogo pode transformar-se no pormenor que apenas o casal e os amigos mais próximos reconhecem.
“Existe sempre a ansiedade natural de querer que tudo corra na perfeição, a pressão própria do momento e a emoção de interpretar cada música perante os noivos e os convidados”, admitem. “É essa autenticidade, feita de emoção, espontaneidade e entrega, que torna cada atuação única.”
Embora os casamentos representem a maior parte do seu trabalho, a Crescendo d’Amore também atua em cerimónias civis, batizados, bodas, aniversários, pedidos de casamento, jantares de gala, inaugurações, cocktails e eventos institucionais e empresariais. O trio pode acompanhar aperitivos, refeições ou momentos específicos, como a entrada dos convidados e o corte do bolo.
Existem três packs principais. O primeiro inclui apenas a cerimónia, o segundo acrescenta os aperitivos ou o jantar e o terceiro acompanha a cerimónia, os aperitivos ou jantar e o corte do bolo. Cada proposta é ajustada à duração, ao formato, à localização e às adaptações pedidas pelos clientes.
O custo mínimo para contratar a Crescendo d’Amore é de 180€. O valor final varia consoante as características da atuação e as deslocações. Embora trabalhe regularmente em Braga e no Norte, a equipa pode deslocar-se para qualquer ponto do País. Ao longo do percurso, já atuou em quintas históricas, hotéis, praias e espaços ao ar livre.
Para casamentos, a recomendação é reservar entre seis e 12 meses de antecedência. As datas entre maio e outubro costumam esgotar primeiro, embora sejam aceites pedidos mais próximos da data do evento, sempre que exista disponibilidade.
Carregue na galeria para conhecer alguns dos melhores momentos das atuações do trio bracarense.







