Há mais de dois mil anos, Platão mudou a forma como pensamos a justiça, a política, a ética e o conhecimento. Em “A República”, uma das suas obras mais conhecidas, o filósofo questiona o que torna uma sociedade justa e recorre a imagens simbólicas para falar sobre verdade e ilusão.
Uma das mais célebres é a alegoria da caverna, na qual Platão descreve um grupo de pessoas acorrentadas desde o nascimento, obrigadas a ver apenas sombras projetadas na parede, acreditando que essas imagens são a realidade. Quando uma delas sai da caverna e vê o mundo real, percebe que aquilo que tomava por verdade era apenas uma ilusão e regressar para explicar isso aos outros torna-se um desafio.
Foi precisamente a partir deste livro que nasceu, em Braga, o Clube Filosófico do Livro – Os Amigos de Platão, promovido pela Nova Acrópole Braga. O clube arrancou na passada sexta-feira, 23 de janeiro, e marca o lançamento oficial de um ciclo de encontros mensais que se prolonga até ao final de 2026.
O primeiro encontro serviu de introdução à obra de Platão, com destaque para os principais temas dos seus dez livros. A sessão contou com leitura de passagens-chave, debate aberto e um momento de convívio, num formato pensado tanto para iniciantes como para leitores mais experientes.
O clube decorre na sede da Nova Acrópole Braga e tem entrada livre, mediante inscrição prévia online. A organização recomenda a leitura antecipada das obras, sendo que as indicações são enviadas por email aos participantes antes de cada sessão.
Depois de “A República”, o plano de leituras para 2026 percorre diferentes tradições filosóficas e espirituais. A 13 de fevereiro, o grupo lê “Bhagavad Guitá”, de Vyasa. Segue-se, a 20 de março, “O Homem em Busca de Sentido”, de Viktor Frankl. Em 17 de abril, regressa-se a Platão com “O Banquete”, e a 15 de maio será discutido “Meditações”, de Marco Aurélio.
O programa continua a 19 de junho com “A Voz do Silêncio”, de Helena Blavatsky, e a 10 de julho com “A Sociedade do Cansaço”, de Byung-Chul Han. Depois da pausa de verão, o clube retoma a 21 de agosto com “Tao Te Ching”, de Lao Tzu, e a 18 de setembro com “Fédon”, novamente de Platão. As últimas leituras do ano estão marcadas para 16 de outubro, com “A Coragem de Não Agradar”, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, 13 de novembro, com “Analectos”, de Confúcio, e 11 de dezembro, com “Psicopolítica”, de Byung-Chul Han.

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