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Médicos confirmam: esta é a melhor hora do dia para ter relações sexuais

"A altura em que a energia está menos drenada facilita a disponibilidade física e mental para a intimidade", explica uma sexóloga à NiT.

É uma questão popular, muitas vezes abordada entre amigos, todos com opiniões diferentes. Aos gostos pessoais junta-se a biologia, que oferece algumas pistas, embora a resposta esteja longe de ser linear. Afinal, qual é a melhor hora do dia para ter relações sexuais?

“Ter uma hora do dia para fazer sexo é um pouco redutor”, aponta a sexóloga Sandra Neto à NiT. Mesmo assim, do ponto de vista fisiológico, o período da manhã é aquele que reúne as condições mais favoráveis.

Ao acordar, os níveis de melatonina (a hormona do sono) estão mais baixos, os fatores de stress encontram-se mais estabilizados e há uma maior produção de testosterona e estrogénio, diretamente ligadas ao desejo sexual. Esta conjugação cria uma predisposição biológica que pode ser aproveitada pelo casal.

A especialista explica que, sobretudo depois de uma boa noite de sono, a energia está menos drenada, o que facilita a disponibilidade física e mental para a intimidade. “Podemos e muito bem tirar proveito disso”, refere, acrescentando que esta vantagem tende a ser mais fácil de explorar ao fim de semana, quando os horários são menos rígidos e o cansaço acumulado da semana pesa menos.

Entre os 20 e os 30 anos, existe ainda uma resposta hormonal mais espontânea, que favorece o desejo e torna mais natural aproveitar essa predisposição matinal. No entanto, Sandra Neto alerta que a biologia é apenas uma parte da equação.

O desejo, a intimidade emocional, o ritmo individual e o contexto de vida são determinantes. Há pessoas mais matinais e outras mais noturnas, e essa diferença influencia a forma como cada um vive a sexualidade. Ignorar estas variáveis pode conduzir a frustração e desencontros.

Mais do que a hora em si, importa perceber as vantagens de uma vida sexual ativa e regular. A intimidade funciona como uma verdadeira “libertação hormonal” que joga a favor do bem-estar. Estudos científicos têm demonstrado que uma atividade sexual frequente está associada a menor predisposição para doenças cardiovasculares. Durante o ato sexual há libertação de dopamina — relacionada com prazer e motivação —, de oxitocina, ligada à vinculação emocional, e redução do cortisol, a hormona do stress.

Segundo Sandra Neto, uma vida sexual mais presente tem impacto noutras áreas da vida. A redução do stress contribui para maior equilíbrio emocional. Casais com maior intimidade tendem a desenvolver relações mais próximas e estáveis. “Prazer gera prazer”, resume a sexóloga. Assim, cria-se um ciclo vicioso, mas positivo: quanto maior a conexão e satisfação, maior a probabilidade de o casal procurar novos momentos de proximidade.

Por outro lado, será que existe uma pior hora do dia? Mais uma vez, a resposta depende sempre do contexto. Muitos casais relatam dificuldade em encontrar um momento comum para a intimidade, especialmente em fases de vida exigentes. Trabalho intenso, filhos pequenos com rotinas de sono irregulares e níveis elevados de stress acumulado ao longo do dia podem comprometer o desejo e a disponibilidade.

Ao final do dia, o corpo já vem “carregado” de cansaço e tensão, o que pode atrasar ou dificultar a resposta sexual. Embora à noite possa surgir um desejo mais responsivo para relações sexuais — aquele que nasce em reação à iniciativa do parceiro —, deixar sistematicamente a intimidade para o momento em que ambos estão exaustos pode impedir que se retire o máximo de satisfação da experiência. O corpo, nessa altura, já não está tão focado na libertação sexual, mas sim na necessidade de descanso.

Por outro lado, para alguns casais, a hora de almoço pode revelar-se uma alternativa interessante, sobretudo quando existe flexibilidade de horários. Nessa fase do dia, a energia ainda não foi totalmente consumida e pode haver maior disponibilidade mental.

 

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