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Concertos, folclore e arte ao ar livre. Tudo o que pode fazer este verão em Braga

A programação gratuita continua até 30 de agosto, com Elis Regina, o festival ESTEOESTE, oficinas e tardes de folclore.

O verão ainda vai a meio, mas Braga já transformou ruas em palcos, jardins em salas de espetáculos e praças em pontos de encontro entre culturas. Depois do teatro de rua do MIMARTE, das acrobacias do Vaudeville Rendez-Vous e dos ritmos do Nova Arcada Braga Blues, o Ar de Verão entra agora na segunda metade da programação. Até 30 de agosto, ainda haverá concertos, dança, artes plásticas, folclore, mercados e atividades para os mais novos — tudo com entrada gratuita.

Promovido pelo Município de Braga, o programa arrancou a 1 de julho e funciona como uma espécie de chapéu comum para alguns dos festivais e projetos mais reconhecidos da agenda cultural da cidade. A ideia passa por retirar a criação artística dos espaços habituais e aproximá-la do quotidiano de quem atravessa o centro, descansa num jardim ou procura uma atividade diferente durante as férias.

“O Ar de Verão é um convite para viver Braga através da cultura, promovendo o diálogo, o encontro e a participação da comunidade nos espaços públicos da cidade”, explica Catarina Miranda, vereadora da Cultura. “Queremos que cada praça, jardim ou equipamento cultural seja um lugar de partilha, onde diferentes gerações e públicos se encontram através da criação artística.”

Foi a partir desta visão que o programa reuniu música, teatro, circo contemporâneo, dança, folclore e artes visuais. Há propostas criadas por estruturas culturais da cidade, espetáculos internacionais, projetos comunitários e atividades de pequena escala. A programação espalha-se por locais como a Praça do Município, o Parque de São João da Ponte e a Biblioteca de Jardim, junto à Igreja dos Congregados.

Nas primeiras semanas, o MIMARTE levou companhias de Portugal, Espanha, Itália e Países Baixos às ruas do centro histórico. Seguiu-se o Festival Teatro Jardim, dedicado às famílias, enquanto o Vaudeville Rendez-Vous voltou a apresentar circo contemporâneo em praças e jardins. Já o palco instalado na Praça do Município recebeu concertos do Trio Pagú, da Orquestra do Distrito de Braga, do Coro Comunitário de Mulheres Braga Fora, da Orquestra Ligeira do Exército e da Orquestra INCulturas.

O Nova Arcada Braga Blues trouxe à cidade os espanhóis Wax & Boogie e o trio polaco Smooth Gentlemen. A 25 e 26 de julho, o Festival Internacional de Folclore reuniu grupos de Portugal, Equador, Argentina, Letónia, Peru, França, Panamá, República Checa, Indonésia e México. A primeira metade do Ar de Verão encerrou, assim, com uma viagem por vários continentes, feita através da dança, da música e dos trajes tradicionais.

A programação que ainda falta começa já esta quarta-feira, 29 de julho, às 21h30. O Luís Peixoto Quarteto sobe ao palco da Praça do Município para fechar o Sons do Noroeste, festival que cruza a tradição musical do Noroeste Peninsular com jazz, música de fusão e world music. O cavaquinista e bandolinista português, atualmente radicado em Barcelona, terá como convidados Fernando Barroso, no bouzouki, e Pedro Farinhas, na gaita de fole galega. O concerto propõe uma viagem pela música instrumental peninsular e pelas ligações culturais entre Portugal e a Galiza.

No dia seguinte, a Praça do Município recebe um programa duplo. Às 20 horas, a Ent’Artes e a Banda Musical de Cabreiros apresentam “Contrabanda!”, espetáculo que coloca a dança contemporânea em diálogo com uma banda filarmónica. A criação parte da tradição popular e acrescenta-lhe movimento, experimentação e uma linguagem atual.

Às 22 horas, será a vez de “A Voz que Ecoa e Nunca se Cala”, da formação Pela Estrada com Elis. O concerto celebra o repertório de Elis Regina e apresenta uma formação reforçada por um naipe de sopros. “Águas de Março”, “Como os Nossos Pais”, “O Bêbado e a Equilibrista”, “Casa no Campo”, “Fascinação”, “Romaria”, “Madalena” e “Upa Neguinho” estão entre os temas previstos para esta homenagem à cantora brasileira.

Diariamente também continua a Biblioteca das Artes. O projeto decorre até 15 de agosto, de terça-feira a sábado, entre as 10 horas e as 12h30 e das 14h30 às 17 horas, na Biblioteca de Jardim, junto à Igreja dos Congregados. Dinamizada pela Cave Coletivo, a iniciativa dirige-se a famílias, associações, instituições e grupos de atividades de tempos livres.

Cada sessão parte de uma linguagem artística diferente — literatura, cinema, música, dança ou teatro — para propor atividades de pintura e experimentação plástica. O espaço funciona ainda como uma exposição em permanente mudança, com trabalhos de grande formato instalados na envolvente e telas criadas em cavaletes no próprio jardim.

Em agosto, o Parque de São João da Ponte assume o centro da programação. O primeiro encontro acontece a 2 de agosto, com o arranque das Tardes de Domingo. Às 16 horas atua o Grupo Folclórico Semear Alegria de Celeirós, seguindo-se, às 16h30, o Grupo Folclórico Santa Maria de Ferreiros. O Rancho Folclórico ACR Cabreiros Braga encerra a tarde às 17 horas.

A 7 e 8 de agosto, o mesmo parque recebe a quarta edição do ESTEOESTE. Além dos concertos distribuídos por dois palcos ao ar livre, haverá um Mercado de Criadores, uma zona de restauração e atividades infantojuvenis. No dia 7, atuam ALCRUD3, às 18h15; Illi Alex, às 19h15; Hope/Delete, às 20h15; Navegantes da Rua, às 21h15; Mira Quebec com Diogo Mendes, às 22h15; Amijas, às 23h15; e Máquina Culona, à meia-noite e meia.

Ainda há muito teatro na rua para ver.

Já no dia 8, o alinhamento começa com Almorada, às 18h15, e continua com Fourward, às 19h15; Cardu, às 20h15; Plaka, às 21h15; Capela Mortuária, às 22h15; Ana Frango Elétrico, às 23h15; e Peixinhos da Horta, à meia-noite e meia.

As Tardes de Domingo regressam a 9 de agosto, com o Grupo Folclórico São Miguel de Gualtar, o Rancho Folclórico Típico de Santa Maria de Sequeira e o Grupo Folclórico da Universidade do Minho, a partir das 16 horas. No dia 16, será a vez do Rancho Folclórico de Santa Maria de Adaúfe, do Grupo Folclórico Hélios de Figueiredo e do Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira.

A 23 de agosto atuam o Rancho Folclórico Santa Cecília de Vilaça, o Grupo Folclórico do Vale do Cávado e o Grupo Folclórico Santa Maria de Aveleda. O programa termina a 30 de agosto, com o Grupo Folclórico Divino Salvador de Tebosa, às 16h30, e o Grupo Folclórico de Macada Vimieiro, às 17 horas.

A gratuitidade de todas as propostas pretende permitir que diferentes públicos participem sem barreiras. Como destaca Catarina Miranda, o acesso livre traduz “o compromisso do Município em garantir que a cultura está ao alcance de todos e constitui um verdadeiro fator de coesão e qualidade de vida”.

Pode consultar o programa completo online.

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