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Esta quinta minhota renasceu como um boutique hotel a 20 minutos de Braga

O projeto recuperou a propriedade dos avós de Isabela Veloso e inclui apenas seis quartos, restaurante, spa e piscina exterior.

Durante décadas, foi a casa onde várias gerações da mesma família se reuniam. As paredes de pedra continuam no mesmo lugar, as flores permanecem no jardim e a paisagem sobre as vinhas mantém-se praticamente inalterada. A diferença é que a antiga quinta deu lugar à Casa d’Amares, um boutique hotel inaugurado no final de 2025 que agora recebe hóspedes nesta pequena localidade a cerca de 20 minutos de Braga.

Foi a partir deste património familiar que Isabela Veloso criou a Casa d’Amares. A proprietária recuperou a quinta dos avós onde cresceu, com o cuidado de preservar os traços originais e criando um alojamento de pequena dimensão, com a intimidade que lhes está habitualmente associada. “A propriedade combina o conforto contemporâneo com a autenticidade da região”, explica a bracarense de 40 anos.

A ligação ao espaço começou muito antes da criação do hotel. Isabela cresceu próxima dos avós naquela quinta, onde apanhava flores com a avó e acompanhava o avô nas idas à horta. “Recordo-me em miúda de vir passar quase todos os fins de semana e os verões na casa dos meus avós. Gostava de ter o contacto com a terra e muitas das coisas que aprendi na vida, foi graças a eles”, recorda.

Com apenas seis quartos e estúdios, a unidade afasta-se da escala dos grandes hotéis. A pedra original convive com madeiras, tecidos claros, apontamentos de cor e peças escolhidas para dar uma identidade própria a cada divisão. E os nomes que identificam cada um dos quartos inspira-se nas flores existentes no jardim: Magnólia, Violeta, Girassol, Hortênsia, Laranjeira e Camélia.

O Magnólia é apresentado como um dos quartos premium. Tem cama queen size, varanda privada com mobiliário exterior e vista para as vinhas. A paleta de castanhos suaves é interrompida por detalhes como um espelho de madeira trabalhada, um tapete com textura floral e uma secretária de carvalho com inspiração tailandesa.

Já o Violeta foi pensado como um refúgio virado para o jardim, com tons azuis discretos, cama de casal, ou duas individuais convertíveis numa king size, zona de trabalho e uma casa de banho iluminada por luz natural. A mesma serenidade cromática chega ao Hortênsia, decorado em tons de azul-claro e indicado sobretudo para escapadinhas a dois.

No Laranjeira, os tons quentes acompanham a vista para o pomar de citrinos. O Camélia assume uma decoração mais clássica, com cabeceira vermelha e detalhes em madeira, enquanto o Girassol é a opção mais espaçosa, com cerca de 60 metros quadrados. Instalado numa estrutura onde a pedra antiga permanece visível, o estúdio inclui cama king size, sala com dois sofás-cama, kitchenette equipada e um terraço privado preparado para refeições ao ar livre. Pode receber dois adultos e duas crianças ou até três adultos.

Todos os alojamentos têm ar condicionado, televisão, Internet, secretária e casa de banho privativa com produtos de higiene. É possível acrescentar uma cama em alguns dos quartos por 30€ por pessoa e por noite. Os preços variam consoante a época, a procura e a tipologia escolhida, oscilando entre os 130€ na época baixa e os 350€ por noite na época alta.

Quem reservar três ou mais noites através do site beneficia de um desconto de 10 por cento e recebe uma garrafa de vinho à chegada. Nas estadias de sete noites ou mais, a redução sobe para 20 por cento e inclui ainda uma experiência de jantar.

 
 
 
 
 
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A localização tornou-se um dos principais argumentos do projeto. A Casa d’Amares fica a cerca de um quilómetro do Solar da Levada e próxima de espaços como a Quinta Lago dos Cisnes e a Quinta do Burgo. Por isso, começou também a receber convidados de casamentos e outras celebrações que procuram um alojamento nas proximidades. “Tem-se afirmado como uma escolha para convidados que procuram um alojamento confortável e conveniente durante celebrações e eventos”, conta Isabela.

A estadia pode ainda servir de ponto de partida para explorar a região. Braga fica a cerca de 15 minutos, enquanto o Parque Nacional da Peneda-Gerês está a meia hora. Pelo caminho, é possível visitar quintas de vinho, fazer provas, conhecer o centro histórico bracarense ou percorrer trilhos, miradouros e lagoas naturais do único parque nacional português.

Nos dias em que apetece ficar pela propriedade, há uma piscina exterior rodeada pelo jardim, com espreguiçadeiras, zonas de sombra e serviço de bar. O espaço foi pensado para passar algumas horas entre mergulhos, leituras e um copo de vinho de produtores locais.

O pequeno-almoço prolonga essa ligação à casa e aos produtos da época. São servidos pão caseiro acabado de cozer, pastelaria mediterrânica, fruta sazonal, parte dela proveniente do próprio jardim, sumo de laranja natural, panquecas, bolos, pastéis de nata e omeletes preparadas no momento. Para quem não está hospedado, custa 15€ por pessoa ou 25€ para duas.

O projeto entrou numa nova fase a 16 de junho, com a abertura do BAIT, dividido entre o Bread & Breakfast e o After Dark. O primeiro funciona como café e espaço de refeições leves, com pão de fermentação natural, saladas, sanduíches, focaccias, bagels, pretzels, panquecas e pastelaria artesanal.

No menu, as saladas personalizáveis com nove ingredientes começam nos 9,99€, tal como a Caesar, a salada de frango e grão e a proposta com batata e espinafres. As sanduíches de pão caseiro custam entre 9,99€ e 15€, com recheios que vão da omelete de ervas ao “sloppy joe”, preparado com carne cozinhada durante seis horas. Há ainda tostas por 9,99€, focaccias desde 3,99€, bagels a partir de 0,70€, pretzels desde 2€ e taças de iogurte com granola, banana, mirtilos e mel por 5,90€.

Ao final do dia, o mesmo espaço transforma-se no BAIT After Dark, um wine bar com cocktails de assinatura, vinhos regionais e uma carta inspirada na cozinha mediterrânica e do Médio Oriente. A decoração combina madeiras escuras, cadeirões verdes, luz quente, grandes superfícies envidraçadas e uma mesa de bilhar. Os pratos foram pensados para partilhar, com especialidades caseiras, propostas sazonais e receitas inspiradas nos tradicionais tajines.

O espaço recebe ainda aniversários, festas familiares e eventos empresariais, com soluções adaptadas a grupos até 100 convidados. Existem experiências com provas de vinho, workshops de cozinha, refeições e acesso às restantes valências da quinta.

Entre as novidades está também um spa com jacuzzi aquecido para até seis pessoas, sauna revestida com pedras de sal dos Himalaias e duas salas de massagens. O acesso diário custa 25€ por pessoa, para um mínimo de duas, e permite utilizar as instalações durante três horas. Existe ainda um programa de preparação para noivos, com seis horas de utilização, massagem de casal, vinho, tábua de queijos, fruta e acesso a uma sala privada. O pacote custa 100€ por convidado e pode receber até seis pessoas. Os serviços de maquilhagem e cabelo são cobrados à parte.

Como lá chegar

A partir do centro de Braga, a viagem até à Casa d’Amares demora cerca de 22 minutos e cobre aproximadamente 15 quilómetros. O percurso faz-se pela N103, seguindo depois pela Estrada Municipal 590 em direção a Adaúfe e pela N205-4 até Figueiredo. O boutique hotel encontra-se na Rua de São Veríssimo, casa 1, em Amares.

Carregue na galeria para conhecer o alojamento minhoto.

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