Antigamente, era apenas um terreno coberto de silvas, onde mal se conseguia perceber a dimensão do antigo moinho e da casa de lavoura escondidos entre a vegetação. Hoje, o cenário é radicalmente diferente. O som da água continua a ouvir-se, mas agora acompanha mergulhos numa piscina infinita, pequenos-almoços ao ar livre e fins de tarde passados junto ao rio.
A MOIN-HOUS abriu oficialmente a 4 de junho, em Vila Verde, e transformou uma propriedade rural num alojamento. A 22 minutos de Braga, o espaço nasceu pelas mãos da família Furtado, que decidiu apostar num conceito de luxo discreto inspirado na natureza e na arquitetura contemporânea.
Por trás do projeto estão José Luís Furtado, de 51 anos, empresário na área da eletricidade, Sameiro Furtado, de 50, ligada aos recursos humanos e contabilidade, e os filhos Diogo Furtado, de 25 anos, e Filipa Furtado, de 20. Nenhum deles tinha experiência direta no setor turístico, mas a ideia de criar um alojamento diferente acompanhava-os há vários anos.
“Já andávamos há muito tempo à procura de um espaço deste género. Quando encontrámos este foi amor à primeira vista, apesar de estar completamente cheio de silvas e de muitas das paisagens nem sequer serem visíveis”, recordam.
Na altura da compra, pouco restava além de algumas paredes do moinho e da estrutura exterior da antiga casa de lavoura. O processo de recuperação prolongou-se durante seis anos entre estudos, licenças, projetos e obras. “Queríamos preservar ao máximo a essência do lugar. A ideia nunca foi construir algo novo, mas recuperar o que existia e acrescentar conforto sem perder identidade.”
O resultado é um alojamento que combina pedra, madeira, grandes superfícies envidraçadas e tons naturais. A casa principal conta com três suites, sala de estar, zona de refeições e cozinha em open space. Em praticamente todas as divisões, as janelas abrem-se para o verde envolvente e para o rio que atravessa a propriedade.
O antigo moinho ganhou uma nova função. Em vez de produzir farinha, passou a acolher uma zona de convívio mais descontraída, com uma segunda sala e uma garrafeira integrada na estrutura original. A fachada e grande parte dos elementos históricos foram preservados, incluindo as vigas de madeira que continuam visíveis.
“Quisemos fazer do moinho um espaço mais rústico, utilizando materiais que já existiam no local, como a pedra e a madeira.” Mas a maior surpresa está escondida precisamente nessa zona. Entre as paredes centenárias foi instalado um jacuzzi de pedra com vista direta para a queda de água do rio. “Achamos que é um dos grandes diferenciais da propriedade.”
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No exterior, a piscina infinita surge totalmente integrada na paisagem. Rodeada por árvores e acompanhada pelo som constante da água, tornou-se um dos pontos mais fotografados do alojamento. A propriedade foi pensada para receber grupos de amigos, famílias ou pequenas celebrações privadas. A lotação máxima é de seis pessoas e a reserva é sempre feita em exclusivo, sem partilha de espaços com outros hóspedes. “O nosso cliente aprecia arquitetura, repara nos detalhes e procura contacto com a natureza sem abdicar de conforto.”
Além do alojamento, existem vários serviços adicionais que podem ser acrescentados à estadia. Entre as opções estão pequenos-almoços, desde 20€, preparados no local com pão fresco, compotas regionais, fruta da época e outros produtos locais selecionados de acordo com a estação. Os hóspedes podem ainda reservar massagens com vista para o rio, utilizar o jacuzzi, ambos por 80€ por reserva. Está ainda disponível uma experiência gastronómica com chef privado, disponível mediante marcação prévia. Neste caso, os menus são personalizados para cada grupo e inspiram-se na gastronomia do Minho e do norte do País, reinterpretada com ingredientes sazonais e de produtores locais.
A experiência de chef privado pode ser reservada para almoço ou jantar e foi pensada para ser desfrutada sem sair da propriedade. Cada menu é definido em função das preferências dos hóspedes e acompanhado por harmonizações vínicas selecionadas para a ocasião. O serviço tem um custo adicional que varia consoante o número de participantes e o menu escolhido, mas deverá começar nos 100€ por reserva.
O nome também foge ao habitual. MOIN-HOUS resulta da junção das palavras “moinho” e “house” e pretende afirmar-se como uma marca com potencial para crescer. Os preços variam entre os 500€ e os 800€ por noite para a propriedade completa, dependendo da época do ano e do número de hóspedes.
Apesar de destacarem a piscina, o jacuzzi e o moinho recuperado, os proprietários admitem ter dificuldade em escolher um local favorito dentro da propriedade. “Cada espaço tem o seu encanto. Foi precisamente por isso que decidimos criar uma experiência totalmente privada, onde os hóspedes podem explorar e desfrutar de toda a vila.”
Como lá chegar
A MOIN-HOUS fica na Rua dos Pocinhos, em Lanhas, no concelho de Vila Verde. A partir do centro de Braga, a viagem de carro demora cerca de 22 minutos e percorre aproximadamente 19 quilómetros. Quem segue pela N101 encontra rapidamente um cenário que parece muito mais distante da cidade do que realmente está. Afinal, basta meia hora para trocar o trânsito pelo som de uma queda de água.
Carregue na galeria para descobrir o novo alojamento do Minho.







