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Moradores contestam reabertura do Bar Académico em Braga após homicídio trágico

O BA prepara-se para reabrir a 7 de fevereiro, depois de um crime trágico ter forçado o encerramento. Vizinhos estão contra e já criaram um abaixo-assinado.

O Bar Académico de Braga, conhecido como BA, prepara-se para reabrir quase um ano depois de ter encerrado na sequência de um homicídio ocorrido à porta do espaço. A reabertura está prevista para o próximo sábado, 7 de fevereiro, e volta a colocar o bar no centro da discussão entre a comunidade académica e os moradores da zona envolvente.

O espaço, propriedade da Associação Académica da Universidade do Minho, situa-se na Urbanização Calouste Gulbenkian, na freguesia de São Victor, uma área maioritariamente residencial. Foi ali que, em abril de 2025, Manuel de Oliveira Gonçalves, estudante de 19 anos, morreu após ter sido esfaqueado na sequência de uma rixa. O caso começou a ser julgado no Palácio da Justiça de Braga na passada segunda-feira, 26 de janeiro.

Entretanto, um grupo de moradores lançou um abaixo-assinado contra a reabertura do Bar Académico. A iniciativa é liderada por Paula Alexandra Azevedo, porta-voz do movimento, que confirmou já existir “um número bastante significativo de assinaturas”, conforme avançou ao “O Minho”. O documento foi entregue ao presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, ao presidente da Junta de Freguesia de São Victor e ao reitor da Universidade do Minho.

No texto do abaixo-assinado, os moradores manifestam oposição firme à reabertura do BA, apontando um historial prolongado de ruído noturno, comportamentos desordeiros e falta de segurança. São referidos episódios de consumo excessivo de álcool, vandalismo, danos em viaturas, acumulação de lixo, utilização indevida de jardins públicos e estacionamento irregular, incluindo em zonas de mobilidade reduzida.

Os vizinhos sublinham ainda que, durante o período em que o bar esteve encerrado, a zona recuperou tranquilidade e qualidade de vida. Consideram que a reabertura representa um retrocesso e um risco acrescido para a segurança, sobretudo por coincidir com a Semana da Euforia, que decorre entre 9 e 13 de fevereiro, evento que tradicionalmente atrai milhares de estudantes à cidade.

A Associação Académica da Universidade do Minho já confirmou que o bar vai reabrir e defende que esta nova fase será diferente. Segundo a direção, o acesso ficará limitado à comunidade académica, estarão instaladas cerca de 20 câmaras de videovigilância e haverá um reforço do cumprimento das regras, em articulação com as forças de segurança, a universidade e a junta de freguesia.

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