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Bananeiro da Pequenada regressa à Avenida Central com neve artificial e muita diversão

A tradição bracarense ganha uma versão infantil na manhã de 24 de dezembro, no centro da cidade.

Há tradições que começam quase por acaso e acabam por se tornar parte da identidade de uma cidade. O Bananeiro de Braga é exatamente isso: uma história que começou nos anos 70, dentro da Casa das Bananas, e que hoje reúne milhares de pessoas na véspera de Natal. A origem remonta ao comerciante Manuel Rio, que, para não desperdiçar bananas demasiado maduras, começou a oferecê-las aos clientes que bebiam um cálice de moscatel. A combinação improvável agradou — e muito. O hábito repetiu-se, ganhou adeptos e, com o tempo, passou da loja para a rua. Primeiro timidamente, depois em verdadeira multidão.

Da pequena sala interior onde um grupo de amigos se juntava para beber moscatel “às escondidas”, o costume saltou para a Rua do Souto, cresceu com o comércio local, atraiu emigrantes que regressavam pela quadra e tornou-se um ponto de reencontro entre gerações de bracarenses. Ao longo das décadas, a tradição ganhou projeção nacional, apareceu nas televisões e até foi parar a publicações internacionais. Hoje, comer uma banana e beber um copo de moscatel na véspera de Natal é um ritual tão bracarense quanto as luzes a brilhar no centro histórico.

Este ano, a tradição ganha uma nova dimensão: o Bananeiro da Pequenada. No dia 24 de dezembro, entre as 10 horas e as 12h30, a Avenida Central recebe uma versão especialmente criada para os miúdos — mantendo a banana, mas trocando o moscatel por sumo. A iniciativa surge para aproximar os mais novos de um dos costumes mais emblemáticos da cidade, mas de forma adaptada e cheia de surpresas.

Segundo a autarquia, “aquela que até hoje foi uma tradição apenas para os adultos chega agora aos mais pequenos”, num momento pensado para trazer alegria e espírito festivo ao Mercado de Natal. Além da banana e do sumo, haverá neve artificial, algodão-doce e animação preparada para transformar a manhã da véspera de Natal numa experiência inesquecível.

A edição infantil junta-se à tradição dos adultos, que continua a cumprir-se como sempre: milhares de pessoas afluem à Rua do Souto para participar no ritual que se mantém vivo desde os anos 70. A Casa das Bananas, atualmente liderada por Manuel Jorge, filho do fundador, prepara-se para receber o habitual mar de gente — alguns que aparecem todos os anos, outros que regressam apenas nesta data, todos unidos por um gesto simples que se tornou símbolo da cidade.

Leia também este artigo da NiB com a programação completa do “Braga é Natal”, que se estende até 11 de janeiro.

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