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Prison Island: o jogo que mistura escape room, estratégia e exercício físico

Com 33 celas e desafios com diferentes graus de dificuldade para todas as idades, a competição promete pôr Braga a mexer.

A ideia nasceu na Suécia, mas rapidamente se espalhou pela Europa. Um jogo coletivo, indoor, inspirado nos desafios televisivos que exigem lógica, destreza e trabalho em equipa. Assim surgiu o conceito Prison Island, que chegou a Braga no verão de 2025 para transformar a forma como jogamos, rimos e competimos juntos.

A história é curiosa: os fundadores da Make It Now, grupo internacional com presença em países como França, Alemanha, Reino Unido e Austrália, descobriram o jogo durante uma viagem à Escandinávia. “O que nos atraiu foi o lado cooperativo: aqui, não se compete, colabora-se”, explica Catarina Pinto, manager do espaço bracarense. A partir daí, nasceu a vontade de trazer para Portugal uma experiência que junta raciocínio, agilidade e diversão — uma espécie de “escape room evoluído”, onde o objetivo não é escapar, mas superar o maior número de desafios possível.

Jovem, vibrante e com espírito de partilha, Braga reunia todas as condições para acolher o primeiro Prison Island do País. “Queríamos uma localização com energia e curiosidade. A cidade tem isso e muito mais: aqui as novidades são bem-vindas e vive-se em grupo”, conta Catarina. A adaptação do conceito ao público português foi feita ao longo de vários meses: traduziu-se o jogo, ajustaram-se os graus de dificuldade e redesenharam-se os desafios, mantendo o ADN do conceito internacional.

O espaço abriu oficialmente a 20 de junho, com uma área total de 1.500 metros quadrados e 33 celas independentes, cada uma com um enigma ou tarefa únicos. Há provas que exigem lógica, outras requerem força, equilíbrio ou coordenação. A principal diferença relativamente a um escape room tradicional está na liberdade: aqui, os jogadores circulam livremente, entram e saem das celas quando quiserem, e podem repetir as vezes que acharem necessário.

Cada desafio superado vale entre 25 e 100 pontos, registados automaticamente no crachá da respetiva equipa. No final, os resultados aparecem em ecrãs gigantes espalhados pelo centro — e há sempre quem queira voltar para tentar bater o próprio recorde. “As pessoas saem cansadas, mas sempre com um sorriso. Ouvimos muito: ‘voltamos para a semana, queremos subir no ranking!’”, conta Catarina Pinto.

A experiência dura uma hora e meia, mas pode ser prolongada por mais 30 minutos. O desafio custa 19,90€ por pessoa, os estudantes e menores de 16 anos pagam 17,90€. Para aniversários ou grupos com mais de quatro miúdos, aplica-se o mesmo valor. É possível jogar sem reserva, mas os responsáveis aconselham as marcações com antecedência — sobretudo aos fins de semana ou durante as férias escolares, quando a lotação costuma esgotar.

O Prison Island Braga recebe equipas de duas a cinco pessoas e está pensado para todas as idades, dos 7 aos 77 anos. Os miúdos com menos de 12 anos devem ser acompanhados por um adulto, e há provas com diferentes graus de exigência, tanto física como cognitiva. “Para jogar ninguém preciso ser atleta, nem resolver enigmas como um génio. Há desafios para todos — o segredo é a colaboração”, garante a responsável.

O ambiente é inclusivo e descontraído, e até as pausas fazem parte da experiência: há um bar com refrigerantes, cervejas e snacks, e uma zona de descanso entre as celas. Aberto todo o ano, é o tipo de programa ideal para famílias, grupos de amigos ou empresas à procura de uma atividade de team building divertida e casual.

A filosofia é simples: pensar, mexer e rir — em conjunto. Cada jogador traz algo diferente para a equipa, e é essa diversidade que torna o desafio imprevisível e viciante. “O espírito do Prison Island é esse: todos contam. Há desafios em que o mais ágil é essencial, outros em que é o mais lógico que brilha. No fim, ficam as gargalhadas partilhadas e a vontade de repetir”, resume Catarina Pinto.

Desde a abertura, o espaço tem registado grande afluência e críticas positivas. Muitos descrevem a experiência como “imersiva e completa”, que combina o melhor dos escape rooms com o dinamismo dos programas de televisão. O sucesso do formato em Portugal não é propriamente surpreendente, uma vez que o conceito já está presente em mais de 10 países e continua em processo de expansão.

Depois de Braga, a Make It Now já estuda novas aberturas noutras cidades nacionais. Também estão a ser preparados eventos sazonais, como uma competição nacional e desafios empresariais, à semelhança do que já acontece em França. “Queremos que o Prison Island se torne uma referência em Portugal — um conceito de lazer inteligente e cooperativo, que valoriza o espírito de equipa acima de tudo.”

Carregue na galeria para ver mais imagens do novo Prison Island Braga.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Av. Dra. Assunção Vasconcelos Chaves, 289
    4700-010 Braga
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