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Sugestões (muitas gratuitas) para aproveitar o primeiro fim de semana do ano em Braga

Há oficinas, exposições e música de rua para começar 2026 a gastar pouco — e para fugir a chuva.

O primeiro fim de semana do ano tem aquele charme meio preguiçoso: ainda sabe a rabanadas, mas já pede rotina, ar fresco e um plano que nos tire do sofá. E, mesmo com probabilidade de aguaceiros dispersos pelo concelho, há razões mais do que suficientes para entrar em 2026 com ânimo — sobretudo porque Braga está cheia de sugestões gratuitas (ou quase) para quem quer contrariar o mau tempo e começar o ano a fazer coisas.

Entre oficinas para miúdos (e adultos curiosos), uma exposição que cruza coleções e artistas numa espécie de jogo preparado antes da “largada”, e música tradicional no centro da cidade, estas são as melhores ideias para 2 a 4 de janeiro.

Esta sexta-feira pode ser o “dia da cultura” em modo família — e o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa é o ponto de partida. Às 10h30, há a visita temática “Como Comunicamos e qual será o Futuro da Comunicação?”, pensada para famílias. A proposta é uma viagem pela evolução da comunicação humana, da Pré-história às perspetivas do que ainda aí vem, com apoio nas coleções do museu e na biblioteca. Pelo meio, a atividade convida a descobrir diferentes suportes de escrita, a pensar no papel da leitura e a olhar para o património como uma espécie de “arquivo vivo” do que fomos e do que estamos a construir. O bilhete custa 1€ por pessoa — daqueles preços simbólicos que, na prática, nos dão uma manhã inteira preenchida.

Ainda no mesmo dia, às 14h30, o museu volta a apostar na biblioteca com a oficina “Como Posso Organizar a Minha Biblioteca?”. Depois de uma breve visita ao espaço, a sessão ensina técnicas simples para manusear e acondicionar livros e coleções bibliográficas de forma correta — perfeita para quem tem prateleiras em caos (ou para quem quer evitar que as obras favoritas se estraguem com o tempo). Aqui o valor sobe um bocadinho, mas continua acessível: 2€ por pessoa. Inscrições e informações sobre as duas atividades disponíveis por email (se.mdds@nullmuseusemonumentos.pt) ou por telefone (253 273 706).

No sábado, o plano muda de registo e aponta para um passeio mais contemporâneo — e, com chuva, ainda melhor, porque é em espaço interior. A sugestão é visitar o Fórum Arte Braga e entrar no universo de “Joga o Jogo: Largada…”, um momento do ciclo que funciona como o instante antes da corrida começar: aquele segundo em que tudo está pronto, mas ainda não arrancou.

Com curadoria de Hugo Dinis, “Largada…” está organizada como um ensaio de relações — umas óbvias, outras deliberadamente delirantes —, entre obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos, peças do artista convidado Miguel Soares e diálogos com o acervo do Museu dos Biscainhos e do próprio Museu D. Diogo de Sousa. O percurso passa por uma antecâmara (quase como uma introdução ao jogo) e por duas salas com um contraste muito claro: a primeira, mais luminosa, foca-se na vitalidade e na ação da experiência artística; a segunda, mais escura, remete para a mortalidade e para a introspecção. É um programa ótimo para quem quer começar o ano com a cabeça a fervilhar — e para quem gosta daquela sensação de “isto fez-me pensar”.

Para encerrar o primeiro fim de semana de 2026, o domingo pede uma saída de casa, — mesmo que com guarda-chuva. Ainda dentro do programa Braga é Natal, que se estende até 11 de janeiro, há cânticos de rua no centro, no Largo Barão de S. Martinho, e são daqueles momentos que aquecem sem precisar de aquecedor.

Às 11h30, atua o Grupo Folclórico Sto. André de Gondizalves e, meia hora depois, ao meio-dia, é a vez do Rancho Folclórico S. João Baptista de Nogueira. Se o tempo deixar, é um ótimo pretexto para passear pela Baixa, entrar numa pastelaria para um café rápido e voltar a tempo de apanhar o próximo grupo. Se chover, continua a valer: a música dá um lado mais vivo à cidade, e o centro fica com aquele ar de “domingo de inverno” que combina com tradições e passos apressados.

Confira outros planos gratuitos para o primeiro fim de semana do ano na lista abaixo.

Sexta-feira, 2 de janeiro

9 horas — Exposição de pintura de Domingos Leite de Castro, na Livraria Centésima Página.

10 horas — Exposição “Braga — Nova Iorque”, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, na ZET gallery.

10 horas — Exposição “Mundo sonhado” na Casa do Professor.

19 horas — Concerto de Ano Novo dos Portuguese Brass no Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho.

Sábado, 3 de janeiro

10 horas — Mercado biológico Plant Based Market no Mercado Municipal.

10h30 — Cânticos de rua do Conjunto de Cavaquinhos Henrique Lima Ribeiro no Mercado Municipal.

11h30 — Cânticos de rua do Rancho Folclórico Típico Sta. Maria de Sequeira no Mercado Municipal.

16 horas — “Hora da História”, na livraria infantil Montanha de Livros.

19h30 — Talk “Vera Descomplica” com a psicóloga Vera de Melo na Fnac do Braga Parque.

Domingo, 4 de janeiro

11 horas — “Hora de História”, na livraria infantil Montanha de Livros.

15 horas — Cânticos de rua com o Corpo Nacional de Escutas — Agrupamento nº1 da Sé, no Largo Barão de S. Martinho.

16 horas — Cânticos de rua do Grupo de Reis do Patronato Nossa Senhora da Torre, no Largo Barão de S. Martinho.

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